Chapecoense 3 x 0 Concórdia: papo de primeira divisão

A presença do Concórdia na primeira divisão foi uma das melhores notícias do Campeonato Catarinense deste ano - para Chapecó, pelo menos, foi. Não só pelo retorno do amado Clássico da Linguiça, mas pela representatividade de mais um time do Oeste diante da força dos times mais tradicionais do outro lado do estado. A última participação do Concórdia tinha sido em 2011, ano em que Mauro Ovelha nos levou ao tetracampeonato. Antes disso, era história dos anos 90.


O Catarinão entrou em sua segunda etapa neste domingo (25) e a Chapecoense venceu o Concórdia por 3 x 0, mas fez muito bem ver o Galo do Oeste jogar como jogou hoje. Sem fazer corpo mole, mesmo parando na zaga bem postada do Verdão. Sabendo o que fazer, como na agudeza de explorar o espaço deixado por Apodi na “ala”. Organizado, dentro do que o elenco permitia, sem se deixar abater pelo público do DM. No primeiro tempo, foram da Chapecoense os melhores cruzamentos, chances de gol e o maior volume de jogo, mas nem por isso o Concórdia deixou de dar trabalho.


Sirli Freitas/Chapecoense
Sirli Freitas/Chapecoense

Primeiro tempo repetiu a cena do primeiro turno: gol de Amaral depois de bola parada


Depois do gol de Amaral, o Concórdia se retraiu sensivelmente (mesmo porque não tinha para onde ir com a defensiva do Verdão) e a Chapecoense dinamizou seu ataque, ainda que com poucas triangulações em relação a outros jogos do Catarinão. Canteros fez, mais uma vez, a grande diferença na força da “engrenagem” junto de Caike, e Marcio Araújo foi essencial para conduzir o meio com coesão. Nadson fechou a vitória da Chapecoense com um gol que diz muito: no apagar das luzes, entrou para substituir Caike e manteve bem a harmonia da equipe mesmo nos 43 do segundo tempo.


Cabe a Gilson Kleina trabalhar para que a solidez dessa vitória dê confiança à Chapecoense para a sequência do returno. Serão dois jogos contra dois adversário que não tem a opção de “deixar assim”: tanto Inter de Lages quanto Criciúma figuram na zona de rebaixamento precisam voltar a vencer sob todas as alegações. Para o Verdão do Oeste, que agora tem seis pontos de diferença para o terceiro colocado, a briga é na parte de cima e olhando lá na frente. Faltam nove jogos para a final, e ela já é muito querida por aqui.


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