Será compreensível se o Chelsea vender Willian

Não, você não leu errado. Estamos em julho, a Copa do Mundo se aproxima do seu fim e parece que finalmente o mercado acordou. Nos últimos dias circulou a informação na imprensa europeia que o Barcelona teria oferecido cerca de 50 milhões de libras pelo brasileiro Willian. O Chelsea teria recusado, mas não fechou a porta para o negócio.


O Telegraph, por exemplo, aponta que a venda do camisa 22 serviria para financiar os negócios do verão europeu. Vale falar também que alguns jogadores do Barcelona, como Paulinho e Rafinha, poderiam ser incluídos no negócio a fim de abater o preço do número 19 da seleção brasileira.


Fato posto, o blogueiro que vos escreve falou na avaliação da temporada que não seria prudente abrir mão de Willian:


Uma eventual troca com Martial, do Manchester United, também chegou a ser cogitada, mas, por mais que se possa fazer dinheiro em uma hipotética venda, não seria prudente abrir mão do jovem de 29 anos.


Ainda mantenho a posição, visto que o jogador foi o autor do Gol da Temporada e eleito o Jogador do Ano pelos seus companheiros. Todavia, é preciso procurar entender a posição do clube em uma eventual negociação.


Reprodução/Chelsea
Reprodução/Chelsea

Já são cinco anos de Willian nos Blues


Elenquei três pontos que considero sensatos do ponto de vista financeiro e de dentro dos gramados:


1) Faltam 24 meses para o fim de seu contrato


Pode parecer muito, mas ao mesmo tempo é muito pouco. Caso o Chelsea resolva vendê-lo na temporada seguinte, o preço com certeza não seria o mesmo.Um indicativo disto? A questão Courtois. Os Blues vão ter muita sorte se conseguirem 50 milhões de euros no belga, já que faltam apenas 12 meses para o fim de seu contrato.


2) Seu valor de mercado


De acordo com o transfermarkt.com, o seu passe está atualmente em 32 milhões de euros. Faltando pouco mais de um mês para o seu aniversário, a tendência é que esse valor não suba mais e, pior, comece a descer.


Ou seja, caso ocorra a negociação, dá para imaginar que o teto do negócio esteja na casa dos 60, no máximo, 70 milhões de euros.


O que não dá para aceitar é a troca por jogadores que não tem o mesmo status do nosso.


3) A performance em campo


Willian foi um dos destaques, novamente, da última temporada. Infelizmente, a idade chega para todo mundo e o meia não é mais aquele atleta de 25 anos. Por mais que a tecnologia esteja cada vez mais presente, sabemos que o auge de um jogador está na casa dos 30 anos – isso se você não for um ET, como Messi ou Cristiano Ronaldo. Desta maneira, é difícil acreditar que o nível de atuações nas próximas temporadas será o mesmo.


Com a política vigente do Chelsea de oferecer apenas contrato protocolares de um ano para jogadores acima de 30 anos, ficaria difícil capitalizar a curto prazo.


Com todos os argumentos postos na mesa, a decisão final sobre o ex-Corinthians será bastante questionada, mas não pode ser encarada como burrice. Afinal, futebol é um negócio. O que não pode ser feito é a utilização dos recursos provenientes em uma eventual saída para a contratação de atletas medianos, como foi feito na última temporada.


Sem explicação: Higuaín? Prefiro acreditar que é uma brincadeira. Em um elenco com Morata, Giroud e Batshuayi, não faz sentido ter mais um, por mais efetivo em clubes que ele possa ser.


Em tempo: Rugani é um bom zagueiro e é jovem. Mas, em um setor que conta com Rüdiger, Christensen, David Luiz, Cahill e a volta de empréstimo de Zouma e Kalas, um outro zagueiro é desnecessário.


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Corneta da semana: Os Blues se reapresentam dia 9/7 e até agora nada de técnico confirmado. Será que Conte vai continuar?