Copa do Mundo eleva patamar de Kanté e Hazard no futebol mundial

O Chelsea está na Austrália em sua tradicional pré-temporada fora da Europa. Os Blues jogam na próxima segunda contra o Perth Glory, às 8h30 da manhã (horário de Brasília). Com um elenco de 25 nomes, sem os atletas da Copa do Mundo, não será possível analisar taticamente ou tecnicamente modelo de jogo, formações e atuações. Por outro lado, já será possível perceber a diferença de estilo entre Antonio Conte e Maurizio Sarri.


Enquanto 2018/2019 não começa, os nomes especulados continuam circulando no ambiente blue. E com a janela fechando no dia 9 de agosto a partir desta temporada, será natural que as contratações ocorram mais cedo. Higuaín, Rugani e Golovin são nomes que continuam no radar de Sarri. Alisson foi para o Liverpool o que coloca o clube de Abramovich em cheque, quanto a uma possível saída de Courtois – nota do blogueiro: se for para apostar em uma saída de peso neste mercado do verão europeu, aponto o goleiro belga. O autor deste texto está fechadão com Eden Hazard, o popular Hazardinho, e não acredita que o camisa 10 belga irá para outro ambiente europeu.


Temos quase uma semana de encerramento da Copa do Mundo e não seria possível não escrever sobre o monstrinho maravilhoso N’Golo Kanté. Que Copa do Mundo deste senhor jogador, senhoras e senhores!


Tudo bem, na final, ele não teve uma grande exibição, é verdade. Tanto que acabou sendo substituído na segunda etapa. Mas no resto do torneio, o camisa 13 jogou como gente grande, que nós, torcedores do Chelsea, já conhecemos. A sua onipresença foi um dos fatores fundamentais para a consistência defensiva francesa, que permitiu também um melhor aproveitamento de Pogba. Kanté certamente sai muito maior do que entrou na Rússia. Bom pra ele, bom para o Chelsea.


Outro campeão mundial, Olivier Giroud teve um Mundial discreto. Foi mega importante taticamente, abrindo espaços, ajudando com o pivô e proporcionando o melhor dos mundos para Mbappé e Griezmann. Mas não marcou gols e isso acaba atrapalhando. Se o Chelsea não trouxer um atacante, deve ser aproveitado, quem sabe até como titular.


A terceira colocada da Rússia 2018 tem muito a agradecer ao Chelsea. A Bélgica contou com Thibaut Courtois, Eden Hazard e Michy Batshuayi como representantes azuis. O primeiro foi eleito o melhor goleiro, o segundo foi o grande jogador de linha da seleção na competição, sendo inclusive o segundo colocado no prêmio Bola de Ouro. O terceiro foi reserva, mas sempre que entrou se destacou.


Faltando 12 meses de contrato, Courtois, ao que tudo indica, deve mesmo sair para o Real Madrid O fato de ter duas filhas menores em Madrid pesa muito na cabeça de qualquer ser humano e não é possível criticá-lo por isto. Qualquer valor abaixo de 50 milhões de euros é para ficar frustrado.


Hazard se destacou demais na competição e colocou De Bruyne na sua sombra. Sua consolidação como craque veio na terra de Putin e seu valor de mercado explodiu. Com a provável perda do arqueiro, é imprescindível que os Blues não vendam Eden, custe o que custar.


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Fica nos Blues, Hazard!


Batshuayi é uma figura curiosa, mas merece um voto de confiança. Ser reserva de Lukaku é uma situação complicada, mas que não colocou o jovem jogador para baixo. Fez os seus tentos, mas pela falta de espaço em Londres deve ser emprestado novamente.


Em quarto lugar, tivemos a Inglaterra de Gary Cahill e Rubens Loftus-Cheek. O primeiro foi reserva absoluto e sua falta de espaço no time inglês é consequência da sua falta de importância no atual campeão da FA Cup. Cahill não é mais titular absoluto e inclusive deve sair na atual janela, segundo os últimos rumores.


Já Loftus-Cheek teve boas chances na Copa, mas foi um tanto irregular. Com Sarri, deve ter a real opção de disputar a terceira posição do meio de campo, conforme falado no último texto.


Willian teve um Mundial irregular com o Brasil e ao que parece será outro que deve ser negociado e  esta decisão será compreensível se for tomada. Se o camisa 19 brasileiro deixou a desejar, Andreas Christensen foi primoroso e merece a titularidade no time inglês. Eliminado nos pênaltis com a Dinamarca, o zagueiro brilhou e deveria ter ido mais longe.


Se existisse o prêmio de pior da Copa, ele iria para Willy Caballero com a Argentina. Tudo bem, a sua seleção não foi eliminada na fase de grupos, mas o experiente arqueiro foi. Pegou um banco a partir da última partida da fase de grupos e nunca mais voltou, depois da falha contra a Croácia.


Antonio Rüdiger teve seus momentos de destaque, tanto positivo como negativo, com a Alemanha, mas não foi o responsável direto pela eliminação da tetracampeã mundial na primeira fase. No Chelsea, deve disputar a vaga de titular ao lado de Christensen.


Por fim, a dupla nigeriana Victor Moses e Kenneth Omeruo não teve a experiência necessária para ganhar da Argentina e ir às oitavas. A exemplo da atuação no grupo D, é difícil acreditar que ambos terão alguma chance com Sarri.


Sentiu falta de César Azpilicueta, torcedor? Eu também! Mas a verdade é que o nosso mito ficou no banco de reservas a competição inteira.