Futuro promissor é a luz no fim do túnel do Chelsea

Neste mesmo espaço, há dois meses, o blogueiro reclamava da movimentação da diretoria do Chelsea, do suposto planejamento lento e da ausência de ações. É verdade que a saída de Antonio Conte se deu de maneira tardia, talvez atrasando um pouco os preparativos de Maurizio Sarri no comando dos Blues. Mas, depois disso, o planejamento seguiu à risca, e não vou entrar na questão do mercado neste texto por entender que as transferências ainda estão acontecendo, como por exemplo a saída de Bakayoko e a possibilidade concreta de Drinkwater ser negociado também.


Em termos de execução de pré-temporada, pudemos observar o sucesso na assimilação de um modelo de jogo totalmente novo. Obviamente, e não teria como ser diferente, esse estilo requer muito aperfeiçoamento, mas os resultados são mais expressivos do que o desempenho em si, e os dois resultam na execução de uma ideia de jogo.


Sair de um esquema totalmente reativo, com três zagueiros e, às vezes, dois volantes marcadores, para um que propõe, com três atacantes e três meio-campistas que são completos é extremamente complicado. Na teoria, o torcedor esperaria bons resultados quando? Nem na pré-temporada, diria o mais pessimista...


A International Champions Cup vale taça, mas sabemos que o mais relevante é fazer os ajustes necessários para a transição de esquema e isto foi feito. Por mais que os atletas da Copa do Mundo estivessem de férias, a semente de um novo Chelsea foi plantada. Sarri disse recentemente que para chegar ao melhor nível do Sarribol levaremos meses, e concordo com essa afirmação. O que é interessante observar é o esforço de todo o plantel pela assimilação rápida dos novos conceitos. Até chegar ao topo, encontraremos vários percalços e não é porque tivemos alguns bons resultados nos amistosos e uma boa estreia na Premier League que nós devemos nos iludir.


Getty Images
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Levará algum tempo para Maurizio Sarri implementar seu estilo de modo 100% eficaz


Alguns atletas também estão sofrendo para se adaptar ao novo chefe. É visível que Marcos Alonso não tem a mesma velocidade para atacar e recompor como lateral. Como ala, seu resultado final era superior. Mas quem garante que isto não pode ser ajustado? É aí que entra a questão debatida do ‘desempenho máximo’. De qualquer maneira, Emerson Palmieri já está aquecendo as turbinas caso precise tomar o lugar do nosso camisa 3.


David Luiz surpreendentemente conquistou um lugar no coração do ex-técnico do Napoli e vem sendo um dos titulares da zaga. Com tanto potencial no setor, isto acaba sendo uma surpresa desagradável. Gostamos da maneira que David veste a camisa do Chelsea e defende o nosso manto, mas acredito que há jovens que pedem passagem como Christensen, de Copa do Mundo fenomenal, e Ampadu, um jovem com extrema maturidade.


Pelo lado direito, Azpilicueta vai se mostrando um defensor confiável e completo. Se não apoia com tanta intensidade, também não leva bola nas costas e é o equilíbrio na defesa.


O meio de campo é o setor de maior surpresa, apesar do ataque contar com algumas dúvidas. Jorginho é o cara de confiança, o nosso 5. Será que Kanté vai se adaptar a fazer a função de Allan, no Napoli? Se formos considerar a estreia no inglês, sim, e de maneira brilhante. Sua evolução como box-to-box fará com que o terceiro nome do meio, seja ele Barkley, Fàbregas, Kovacic ou Loftus-Cheek, lute como se estivesse em uma guerra por um espaço entre os 11 iniciais. A possível permanência de Loftus-Cheek seria uma grata surpresa, por todo o potencial do jovem inglês.


Enquanto Diego Costa destrói o Real Madrid, a gente tem Álvaro Morata. O passado já foi e não adianta remoer a saída de um brilhante atacante. Por todo o dinheiro investido e por não ter um centroavante disponível no mercado, é necessário crer por mais algum tempo no atacante espanhol. Sim, tique-taque, tique-taque, o tempo não para e Morata uma hora ou outra terá que desabrochar, senão... bem, o caminho é a janela de transferências. Batshuayi com certeza está de olho em uma volta como titular aos Blues


Nas pontas não há o que comentar. Willian ou Pedro podem fazer um bom trabalho pela direita, com Hudson-Odoi como opção para os dois lados. No outro vácuo do campo, Eden Hazard doutrina com sua habilidade e, ao contrário de Courtois, o homem gosta do Chelsea...