A Europa League não deve ser levada a sério pelo Chelsea

Antes que você, leitor, xingue o blogueiro, reflita. Sim, é um torneio continental, dá uma vaga direta na fase de grupos da próxima UEFA Champions League, dá exposição internacional e relevância na própria Europa. São bons pontos, mas o Chelsea é maior do que a própria competição. 


O contexto do título desta competição em 2012-2013 era completamente diferente ao cenário apresentado agora. Naquela época, vínhamos de uma eliminação na fase de grupos da Champions, tínhamos perdido o Mundial e precisávamos dar uma resposta a nível europeu para se manter em alta naquele momento.

Quem não se lembra do trio Moses, Oscar e Hazard? Com Fernando Torres na referência? Era uma equipe comandada por Rafa Benítez, técnico detestado por grande parte da torcida dos Blues devido ao seu passado – e de suas declarações - no Liverpool. Foi uma campanha começando já no próprio mata-mata o que nos levou a acreditar que o título era possível, pela pouca quantidade de jogos – não desprezando a competição, porque começar na fase de grupos não muda muita coisa, mas o momento pedia uma competição de tiro curto e a Liga Europa se apresentou assim naquela segunda metade da temporada.

A cabeçada de Ivanovic nos acréscimos daquela final contra o Benfica foi memorável, e por um tempo acreditamos que nunca mais disputaríamos esta competição.


Getty Images
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Maior parte dos atletas da foto nem joga mais no Chelsea


Tom nostálgico à parte, tudo é feito por escolhas e cabe ao Chelsea fazer a melhor delas. Em um momento que se pressiona pela utilização de mais jovens e maior utilização da própria base azul, por que não jogar o restante do torneio com as promessas?

Bulka, Hudson-Odoi, Christensen e Loftus-Cheek são alguns dos atletas que pedem por uma oportunidade no time principal. O blogueiro não pede para que se utilize o elenco de desenvolvimento no torneio, mas sim que uma equipe reserva tenha a possibilidade de entrar em campo.


O goleiro polonês teve grandes atuações na pré-temporada e desbancou, inclusive, o terceiro arqueiro Green na lista enviada à UEFA. Christensen era titular com Conte e renovou recentemente seu contrato. Por mais que David Luiz saiba jogar com a bola nos pés, o futuro não passa por ele na nossa defesa. Hudson-Odoi é um garoto extremamente talentoso e uma das grandes promessas inglesas a nível mundial. E Loftus-Cheek fez grande temporada no Crystal Palace, além de ter jogado uma Copa do Mundo.

O calendário da Premier League é extremamente duro e um dos primeiros efeitos da utilização de jogadores do chamado ‘time titular’ já está acontecendo: o voo de volta da Grécia à Inglaterra foi cancelado devido a um problema com as ‘condições climáticas’, fazendo com que houvesse um desgaste ainda maior após a partida contra o PAOK. E vale lembrar: domingo tem jogo contra o West Ham, pela Premier League. A partida mal começou e já estamos prejudicados no aspecto físico.

Outro ponto apontado, e que é perfeitamente compreensível, é a questão de assimilação do estilo de jogo entre os titulares, e aí teríamos a explicação para tamanha utilização do time A na vitória por 1-0 contra os paokianos. Para os próximos cinco compromissos, todavia, não dá para ter tudo na vida. Como dito lá em cima, a temporada é longa e é feita de escolhas. Esperamos que o Chelsea faça a melhor delas.