Precisamos falar de Eden Hazard

No meu último texto, lembrei da época dos quatro mosqueteiros e de como foi bom viver esta era, que chegou ao ápice em 2012. Todavia, o passado está no passado, literalmente. Hoje nós não temos mais um craque em cada posição como antigamente, principalmente se formos analisar o lado técnico da questão. O grande personagem do Chelsea atual é o belga Hazardinho.

Em nove jogos disputados na Premier League, o camisa 10 tem sete gols e três assistências. Lidera de maneira isolada a artilharia, além de brigar cabeça a cabeça pelo posto de maior garçom. Além de números extraordinários, ele foi eleito o Melhor Jogador do Mês de Setembro. O que isso tudo significa? Bom, se o prêmio de Melhor do Mundo fosse dado hoje, esse prêmio seria dado a ele.

A Copa do Mundo da Bélgica foi uma competição extremamente resiliente. Foi a afirmação da ‘fantástica geração belga’ em um torneio de grande porte. E isto passou pelo capitão Eden, que liderou a sua equipe a um brilhante terceiro lugar. Tal resultado nos leva a entender o ótimo começo do melhor jogador blue na Premier League. Se seguir nessa toada, será a melhor temporada dele com a nossa camisa em todos os sentidos, emocionalmente e estatisticamente.

Será que ele vai ficar?

Há um temor sobre uma eventual saída ou não de Hazard do time de Abramovich. Seu contrato termina em 2020, e já vivenciamos uma situação desconfortável na última janela com Courtois. Na avaliação da temporada passada, falei da situação contratual dele como pode ser visto abaixo:

“Hazard é o maquinista azul e uma saída, independentemente do valor, seria um duro golpe à identidade azul. Há vida após Hazard? Claro que há - sobrevivemos ao fim de ciclo de Terry, Lampard, Drogba, Zola -, mas a que custo?

Para o bem do Chelsea e de seus torcedores, é necessário ouvir o belga, que pede reforços para competir pelo título, e renovar o seu contrato.”


Getty Images
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Indefinição sobre a permanência de Hazard causa calafrios na torcida azul


Com o nível de maturidade apresentado dentro e fora de campo, há uma perspectiva de adoração máxima para ele, caso haja uma renovação de contrato. Se ele sair, bem, aí vai depender de como irá acontecer essa saída.


Será como a de Ivanovic, que foi quase pelas portas do fundo, mas com honra? Ou será como a de Courtois: que foi uma vergonha e causou repulsa em quase todos os torcedores?

Voltando ao cenário positivo e que tem chances de acontecer, como ressaltou o próprio jogador, seria a melhor escolha possível para ambas as partes. Já são seis anos de clube e um novo contrato provavelmente faria com que ele completasse uma década de clube, chegando, no mínimo, ao patamar de Petr Cech e Didier Drogba, por que não?


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Independentemente dos nossos pensamentos, a hora da decisão se aproxima cada vez mais e o autor deste texto, que não ligava tanto para Hazard, espera um desfecho positivo. Bons jogadores são fáceis de se contratar. Ídolos não se pagam, simplesmente aparecem.