A casa é sua, Frank!

Quando Frank Lampard subiu ao gramado do Stamford Bridge para ser saudado pela torcida e ir ao banco de reservas visitante, tudo congelou. Os breves segundos daquele momento se transformaram em uma explosão nostálgica na cabeça de todo torcedor do Chelsea. Como se esquecer de tantos títulos que tiveram a assinatura do eterno camisa 8? Foram 13 anos com a camisa azul e 211 gols, se consagrando como o maior artilheiro da nossa história.

Teve gente que chorou, gente que se arrepiou, gente que riu e chorou... Sua presença no nosso estádio foi um tiro ao passado, literalmente.

Esqueça a classificação às quartas de final da Carabao Cup. Esqueça os dois gols contra bizarros feitos pelo time do Derby County, incluindo um por um jogador emprestado dos Blues. Esqueça a bela partida de Mason Mount. O acontecimento mais importante na última quarta-feira (31) foi a volta de Frank Lampard.

Infelizmente não foi uma volta definitiva. Foi uma volta como adversário, mas que não deixa de ser igualmente prazeroso, nostálgico e orgulhoso. Foi impossível não ficar emocionado com a recepção antes e depois do jogo, como foi postado inclusive pelo próprio perfil do Chelsea.



Se John Terry representou o coração do clube em campo, Frank Lampard foi o grande cérebro de uma geração que criou a cultura vencedora pela qual estamos acostumados hoje em dia. O tempo é cruel, mas as memórias permanecem eternamente gravadas na história e na nossa memória.

Na chegada dos times ao estádio antes do confronto, foi possível ver a confraternização do capitão César Azpilicueta com Super Frank. Os dois fizeram parte do título da Europa Leage em 2012/2013 e de tantos outros.

Como nem tudo é perfeito, e isso vale para o esporte da bola redonda, ele chegou a jogar pelo Manchester City e fez um gol na gente, como manda o roteiro sem direção escrito pelos deuses do futebol. Esse fato acaba confirmando que tudo que acontece no futebol tem a sua exceção, o seu momento que foge à regra. Entretanto, não teria sido isso que apagaria o restante já escrito.


A devoção em torno de sua personalidade e sua presença é o que faz o esporte ser mágico. O torcedor blue tem sofrido no coração por essas pontadas no passado. Você já imaginou como será quando John Terry enfrentar o Chelsea como treinador? Será igualmente profundo, talvez até mais emocionante.

O grande momento desses primeiros reencontros talvez será quando Lampard assumir o nosso time de futebol. Se prepare, porque este dia vai chegar e será inspirador: teremos um torcedor comandando a equipe que tanto gostamos.

Enquanto isto não acontece, volte sempre, Lamps.

A casa é sua.


Getty Images
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Volte sempre, Frank!