É preciso respirar o presente antes de olhar para o futuro

O relógio marcava pouco mais de 23 minutos quando tudo aconteceu. Em pouco mais de cinco segundos, Hazard marcou um golaço e explodiu de emoção os torcedores do Chelsea por todo o mundo. Os dribles curtos e rápidos, com a qualidade de quem sabe o que faz, foram o atestado do auge que vive Hazardinho.


Curta o Chelsea Brasil em todas as redes sociais. Siga Rafael França no Twitter.

Em outubro, o camisa 10 dos Blues podia ser apontado como um dos melhores do mundo naquele momento. Atualmente, devido ao estado atual do Chelsea e as competições pelas quais o clube está disputando, não é possível repetir o mesmo diagnóstico.


As ausências na UEFA Champions League e na corrida pelo título do Inglês, decorrentes da temporada passada e da primeira temporada de Sarri, corroboram este status. Fato é que o belga carrega o plantel do italiano nas costas: são 16 gols e 12 assistências nesta temporada na Premier League.


A ameaça Real Madrid está no ar. Será que ele fica? Será que ele vai? Ao que tudo indica, a saída é o desfecho mais provável. Todavia, não há motivos para tristeza. Antes da nostalgia aparecer, é obrigatório reverenciar o craque responsável por 60% dos gols dos Blues na PL.


Getty Images
Getty Images

Unidos somos mais fortes...


A terceira vitória seguida, depois de 2-1 vs Cardiff, 3-0 vs Brighton e 3-0 vs West Ham, mostra a maturação de uma equipe que parece que está voltando a navegar em águas calmas.


O calendário extremamente desgastante no mês de abril torna esse raciocínio difícil de confirmação. Porém, a subida de produção no penúltimo mês da temporada é bem-vinda, ainda mais em uma difícil corrida de quatro clubes por duas vagas à próxima Champions League.

As efetivações de Loftus-Cheek e Hudson-Odoi como titulares nos dois últimos jogos mostraram ao treinador azul a necessidade de utilizar o futuro no presente, sob pena de perder o timing perfeito.


É bem verdade que Ruben é mais velho e já bastante rodado, tendo chamado a atenção de Sarri ao longo da temporada. Se não fosse a sua lesão nas costas, é bem provável que o meia tivesse sido titular em boa parte da caminhada de 2018/2019.


Por outro lado, Callum Hudson-Odoi está em uma ascensão meteórica. Da chance de fazer parte do elenco principal à convocação ao time inglês principal de Gareth Southgate se passaram poucos meses, nem um ano inteiro para ser correto. A sua maturidade em campo surpreende e os antigos titulares Willian e Pedro passam um tempo no banco não por estarem jogando mal, e sim por termos um atleta um nível acima.


Em situação semelhante ao belga Eden, Odoi vive um paradoxo: ficar no Chelsea, renovar o contrato ou se aventurar em outras terras europeias?
Os desfechos só serão, de fato, anunciados ao fim de maio. Mas nunca saber apreciar o presente foi tão importante como agora.