Com ataque mais móvel, Willian e Hazard gastaram a bola diante do Huddersfield

Getty Images
Getty Images

Grande atuação coletiva: Chelsea mostrou bom futebol diante do Huddersfield


Dando sequência ao 'campeonato à parte' na Premier League, o Chelsea gastou a bola diante do traiçoeiro Huddersfield e se recuperou da derrota para o West Ham na rodada anterior.



Curta o Pride of London no Facebook



Tendo em vista que o próprio Conte já descartou os Blues na briga pelo título, o confronto desta terça-feira (12) serviu não apenas para a aparição de jogadores que estavam em baixa no time titular, como Bakayoko e Willian, como também a formação com um ataque mais móvel, que deu muito certo e pode ser levado em consideração daqui pra frente. 


Com Morata poupado e Batshauyi entre os reservas, Conte mais uma vez apostou no trio Hazard, Willian e Pedro, dando total liberdade para o belga flutuar entre os defensores atuando como falso camisa 9. Mais uma vez premiado como Man of The Match (oitava vez em dez jogos como titular), o camisa 10 brincou em campo: distribuiu passes de letra, deu rolinho, fez pivô, deixou os companheiros na cara do gol...


Talvez essa seja a grande diferença entre Hazard e De Bruyne em 2017/18: enquanto o meia do City se tornou mais letal ao anotar gols e assistências praticamente a cada rodada, Eden faz a diferença nos detalhes, sendo protagonista no início das principais jogadas ofensivas e não necessariamente em sua resolução, como, por exemplo, no gol anotado por Bakayoko: seu toque de letra quebra a linha de defesa do adversário e deixa Willian na boa para deixar o volante francês na cara do gol. 



Além de Hazard, o esquema mais móvel talvez seja o que mais favorece o futebol de Willian, que terminou a partida com duas assistências e um gol. O outro grande momento do brasileiro na temporada aconteceu justamente quando escalado na formação sem atacante de referência: dois gols e dois pênaltis sofridos sobre o Qarabag na goleada por 4 a 0. 


É inimaginável que Conte vá adotar esta formação para o duelo mais importante na temporada - oitavas de final diante do Barcelona -, mas até o momento torna-se uma opção válida para variar o manjado e nem tanto efetivo 3-5-2. Em duelos mais truncados e principalmente contra defesas mais lentas, este esquema pode ser fatal num contra-ataque, por exemplo.


Além da formação tática, a vitória foi construída por meio de boas performances individuais. Bakayoko, que vinha de atuações bem ruins, fez o que se espera dele: bons desarmes, soberano pelo alto e chegada ao ataque, sendo premiado com o gol.


Alonso, que chegou a perder a posição para Zappacosta, também foi bem ao cruzar na cabeça de Willian. Embora seja muito irregular, o espanhol é o defensor com mais participações em gols (4 assistências e 9 gols) desde que chegou aos Blues.  


O triunfo coloca o Chelsea na vice-liderança junto com o United. O objetivo dos Blues será somar a maior quantidade de pontos até o final do campeonato para, quem sabe, ao menos incomodar o Manchester City. Até fevereiro, quando acontecerá o primeiro duelo frente ao Barcelona, haverá tempo de sobra para Antonio Conte estudar alternativas táticas, como feito diante do Huddersfield, para sonhar em passar para a próxima fase.