​Racismo: ​Renê​ Jr​,​ ​Tréllez​ e o choque inevitável no Corinthians

Gazeta Press
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Tréllez no Corinthians? Melhor não


​Racismo é crime, deve ser denunciado e precisa ser combatido de todas as formas. Em outubro deste ano, Renê Junior, então no Bahia, denunciou o colombiano Tréllez, do Vitória, por injúria racial e disse ter sido chamado de 'macaco' pelo atacante.


​A repercussão do caso não foi sensacionalista e nem desnecessária. Pelo contrário. Os veículos abordaram o tema com a seriedade que o tema pede. 


​Renê teria dito aos dirigentes corintianos que não está disposto a aceitar dividir o vestiário com Tréllez na próxima temporada. Ou um ou outro. E tem razão de não fazer questão de se envolver profissionalmente com um jogador que cometeu um ato racista.


A posição do Corinthians nesta história, no entanto, pode ser um tiro no pé. O clube nada tem a ver com o que aconteceu no Ba-Vi, mas, segundo a imprensa, já tem bases salariais acertadas com Tréllez e vê o ataque com maior necessidade de reforços do que o meio-campo. Ainda assim, Renê Jr já tem toda a papelada acertada pronta para assinar, mas está de férias fora de São Paulo.


À época, Tréllez chegou até a publicar uma foto nas redes sociais mostrando que seu pai é negro e pedindo desculpas. Contudo, a revolta de Renê Júnior e o fato de não querer trabalhar com o atacante é totalmente aceitável e absoluta.


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Renê Júnior tem o direito e não querer jogar com Tréllez


Tréllez diz não ser racista, mas teve um comportamento deplorável.​ ​Renê é negro e foi só uma das milhares de vítimas de racismo no Brasil.


Como time do povo, com raiz de multidão e sangue suburbano, o Corinthians precisa agir corretamente e evitar esse tipo de conflito dentro do elenco. Há outros atacantes no mercado. Comprar uma briga deste tamanho pode ser um erro pior do que abrir mão de um possível reforço.



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