​O Corinthians precisa encarar a temporada como encara os clássicos

O clássico contra o Santos, neste domingo (4), no Pacaembu, não foi dos melhores para o Corinthians. Embora os dois times tenham criado chances claras de gol, a equipe de Fábio Carille voltou desconcentrada para o segundo tempo e, após a energia acabar no estádio, os 11 alvinegros que representavam o Timão no campo pioraram. O jogo terminou em 1 a 1.


O Santos, com um time bastante ofensivo, não se abateu após levar o gol de Renê Junior e foi para cima. Conseguiu criar muitas chances e acabou conseguindo fazer o gol.


Ainda assim, o Corinthians joga diferente quando defende seu excelente retrospecto em clássicos nos últimos anos. Seja contra Santos, Palmeiras ou São Paulo, o nível de concentração da equipe é diferente, e isso é ótimo. Mas, mais do que nos clássicos, Carille precisa exigir o mesmo empenho dos atletas em jogos menores. Seja no Paulista, Brasileiro ou Libertadores, o time precisa mostrar a mesma pegada para conseguir vencer novamente na temporada.


Gazeta Press
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Mesmo em começo de temporada, Corinthians já mostra força em clássicos


Diariamente, leio muitas críticas de torcedores com a forma que o time tem se portado em algumas situações. Sofreu derrotas um pouco doloridas no começo da temporada, mas julgo isso como algo muito comum para o príodo. Carille só agora está conseguindo fazer o time começar a jogar do jeito que ele quer, principalmente defensivamente.


Embora a equipe ainda pareça mais exposta que no ano passado, Henrique e Balbuena juntos já começam a dar sinais de que a dupla defensiva deve render bem em 2018.


O que falta, obviamente, é o famoso 'frenteiro'.


Contra o Palmeiras, o esquema de 'flutuar' os meias sem um centroavante fixo funcionou perfeitamente, mas, consequentemente, diminui as chances de conseguir ter um homem para prender a bola na frente.


Já contra o Santos, o Corinthians sentiu falta de um camisa 9. Em várias oportunidades, principalmente quando vencia o jogo, não conseguia prender a bola no campo ofensivo do time da Baixada e entregava a bola para os santistas com uma facilidade assustadora. O resultado foi a pressão e o gol de empate.


É chover no molhado pedir um atacante de nome e, com a negociação fracassada de Alex Teixeira, dá para constatar que a diretoria está se mexendo para tentar suprir esse buraco. Espero que consigam e, mais do que isso, que o Corinthians consiga se provar dentro de campo com o elenco que tem.


Ainda que não seja um elenco caro e com peças de reposição à altura dos titulares, é possível almejar boas coisas em 2018.



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