Quanto este Corinthians ainda pode nos surpreender?

A pergunta é muito pertinente e bastante reflexiva. Quanto este Corinthians, sem centroavante, geralmente com desfalques importantes, mas com uma raça absurda - principalmente em clássicos - ainda pode surpreender o seu torcedor?


Depois do que aconteceu ontem, contra o São Paulo, na Arena Corinthians, eu não consigo responder.


Gazeta Press
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Quando muitos desacreditavam, o Corinthians transformou o jogo de uma forma quase indescritível


A semana envolvendo os dois jogos entre Corinthians e São Paulo envolveu polêmicas bobas, mas decisivas para dar fôlego aos corintianos e até mesmo aos são-paulinos para que a disputa fosse pegada do começo ao fim. A rivalidade entre os dois clubes é absurdamente grande e vem crescendo a cada ano.


No Morumbi, um Corinthians apático, sem referência ofensiva e muito mal taticamente para conseguir criar perigo. O gol de Nenê, a provocação, a polêmica entre Carille e Aguirre, o nó na gargante dos são-paulinos em vencer um clássico contra a gente depois de um bom tempo. Tudo serviu para dar tempero e inflamar a disputa.


Uma parceira do SP disponibilizou - propositalmente ou não - a venda de ingressos para a decisão entre Palmeiras e São Paulo, na suposta final do Paulista. Isso foi falado no vestiário corintiano para motivar os jogadores ontem. E motivou.


Na Arena, uma coisa que já sabemos que o time geralmente sofre para conseguir: furar retrancas. O Corinthians sofreu o jogo inteiro para conseguir armar uma jogada de ataque e, ainda assim, não conseguiu.


O nome de Sidão quase não foi falado. Nenhum chute, cruzamentos que batiam na zaga tricolor e voltavam, poucos lances de perigo para os dois lados, embora o São Paulo tenha conseguido se portar com segurança durante quase toda a partida.


Até que, nos acréscimos, a bola aérea achou Rodriguinho entre os postes tricolores para trazer o Corinthians de novo no jogo.


A partir daí, eu já tinha certeza que a gente não perderia o jogo. O time ganhou uma confiança absurda para os pênaltis e seria muito difícil do São Paulo conseguir ter sangue frio suficiente para não sentir a pressão da torcida.


O resto foi o que vimos. Cássio x Diego Souza, como em 2012, e Cássio x Liziero. Cássio provavelmente garantiu a vaga na Copa do Mundo. E merece. É gigante, é ídolo, é vencedor demais.


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Monstro, gigante, absurdo! Cássio é ídolo demais!


Estamos na final. E a força que a gente ganha, agora, com essa classificação heroica, é absurda. Contra o Palmeiras, pé no chão porque, no papel, os caras são melhores. Só espero que o time consiga ser efetivo no ataque sem um centroavante que corresponda ao que o clube precisa. Vai ser difícil, estamos sofrendo muito com isso, mas é preciso acreditar.


Sem jogo perdido. Sem desistir nunca. E vai, Corinthians!



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