Jogo péssimo, arbitragem tão ruim quanto

A arbitragem do país é uma piada. Chega a ser ridículo o quanto os árbitros conseguem ser ruins no Brasil. Não só falta a profissionalização como o mínimo de seriedade na escolha de quem comandará o maior produto esportivo brasileiro. Se o futebol do Corinthians está ruim como está, eles conseguem piorar.


Não é novidade que um juíz seja capaz de decidir um jogo. Ricardo Marques Ribeiro foi o nome da vez. Já havia errado em dar amarelo a Ralf, em lance claro de simulação, e enterrou qualquer chance de reação corinthiana ao expulsar Romero em um lance de braço no rosto. São erros crassos que vêm acabando com o andar de alguns confrontos. No Paulista, expulsaram o jogador errado, na final do mesmo campeonato quase inventaram um pênalti absurdo, apenas exemplos marcantes e recentes.


Não é só contra o Timão, mas esse amadorismo do apito é muito prejudicial. Juíz que é advogado e árbitro ao mesmo tempo não pode apitar um campeonato deste tamanho! Os clubes, omissos como sempre, só se manifestam quando o erro lhes prejudica. Antes que se fale o contrário, isso não justifica em nenhum momento o futebol muito mal jogado pelo Corinthians nas últimas rodadas.



Talvez Osmar Loss não consiga achar um esquema de jogo antes de ser demitido. O treinador que, verdade seja dita, sofre com as perdas de titulares fundamentais, já não tem muita opção no plantel, mas prefere não usar as melhores, tem se esforçado bastante para conseguir essa façanha. A torcida nem sempre está certa, mas é fácil encontrar a formação ideal do Coringão nas redes sociais, menos para Loss.


Não é só a apatia, nem as mudanças péssimas durante o jogo, o treinador conseguiu destruir um sistema defensivo de se dar inveja em 15 jogos no comando. Uma defesa que conseguiu o feito de levar dois gols do Gum (um anulado). Quem antes produzia como Pedrinho, Clayson e Jadson, agora parecem perdidos em campo. 44% de aproveitamento e nenhuma melhora à vista, a batata do comandante parece estar assando. 


O Corinthians só tem vencido com o peso da camisa e alguns lampejos de futebol individual. Sua grandeza parece estar carregando-o, mais uma vez, para uma temporada melhor do que foi preparado para disputar. Está vivo em todas competições, mas isso por ora. 


A raiva da vez é o amadorismo da arbitragem. Mas também a falta de esquema de jogo definido por um treinador há três meses no comando. Para que a próxima raiva não seja passada por uma eliminação em mata-mata, o Timão precisa acordar. O time precisa se refazer.