Como já dizia minha mãe: em casa, a gente resolve

O Corinthians chegou ao confronto contra o Flamengo com um único pensamento: manter o duelo vivo para resolver as coisas em casa. Dito e feito. Embora alguns discordem da beleza do futebol ou da filosofia de se defender, não haviam muitas outras opções. Agora o jogo é em Itaquera.


A postura dos jogadores do Corinthians mudou, e isso é fato. Nos primeiros 45 minutos, não só se defendeu, como criou chances para matar o confronto ali no Maracanã mesmo. Clayson, em chute afobado, e Douglas, na falta de pontaria; desperdiçaram a oportunidade de calar o estádio lotado. Ralf, o melhor em campo, foi absoluto em todas as divididas que travou, ajudando a manter zerado o placar.


Divulgação
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No 1º tempo, Clayson recebeu um presente e disparou ao ataque, finalixando mal, pra fora


Como nem tudo são rosas, o time voltou a pecar na criação, e sentiu o cansaço da maratona de jogos, abrindo espaços para o Flamengo pressionar na 2ª etapa. Cássio se agigantou como de costume e foi vital para garantir o zero no placar corinthiano. Falando no nome, Mateus Vital entrou junto com Araos e até certo ponto, conseguiram fazer a bola rodar no meio campo.


O mais incrível é escutar que a torcida rubro-negra é a maior de todas, com todos seus torcedores terceirizados, quando pouco se fazem ouvir em um estádio com 55 mil pessoas. Os dois mil corinthianos presentes, que já haviam dado show na recepção aos jogadores no hotel, calaram o Maracanã. É, amigos, torcedor que torce pro Goiás e pro Flamengo, ou pro Vitória e pro Flamengo não canta até o final, isso é coisa de corinthiano.


Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians
Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Mais um espetáculo da torcida corinthiana no Maracanã


A lição de casa foi feita, e o confronto está mais vivo do que nunca. Nos coloquem como os azarões, nós gostamos! Ah, e como minha mãe diria: em casa a gente resolve. Te esperamos lá.