O planejamento tem que ser outro

A péssima diretoria do Corinthians não teve seu trabalho pífio premiado pelo título da Copa Do Brasil. Diferente dos anos anteriores, nos quais títulos grandes vieram apesar de não termos sido montados para eles, tivemos que nos contentar com o Paulista, e torcer para que não cometam os mesmos erros infantis. O pensamento tem que ser outro.


O vice-campeonato da Copa Do Brasil serviu como um "abre-olho" dos torcedores, que perceberam que as péssimas gestões anteriores estavam sendo premiadas com conquistas grandiosas. A camisa do Corinthians jogou sozinha por muito tempo. Não à toa, criamos uma hegemonia no país. 18 finais em 18 anos não é pra qualquer time. Agora, com a conta para pagar da Arena Corinthians, e sem disputar a Libertadores no próximo ano, o elenco tem que ser montado com inteligência. Não lutamos contra o rebaixamento, mas apenas por existirem times muito piores entre os últimos 10.


Com o fim da temporada, contratos vão se encerrando. Dentro deles, dois dos maiores ídolos recentes do Corinthians. Sheik e Danilo darão um ponto final em suas passagens pelo time, vitoriosas como poucas. Com isso, 400 mil reais salário são aliviados da conta do Timão. Outro que deixa o clube é Vilson, cujos vencimentos beiravam os 100 mil reais. Somando-se isso às saídas no meio da temporada de nomes como Rodriguinho, Maycon e Balbuena, quase um milhão de reais "abrem" na folha salarial.


Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Danilo encerra passagem de 8 anos no Timão


A folha sarial desinchada e o prêmio do vice da Copa do Brasil (R$42 milhões) devem fazer com que o Corinthians traga nomes pontuais para posições que estamos carentes. Danilo Avelar não tem capacidade nem de atuar como reserva, nome que seria descartado, dando espaço para o bom Carlos Augusto e um reforço. Um volante de saída inteligente, como vinha sendo praxe no Timão pré-Douglas é vital, o menino pode ser boa opção de reposição. Agora, trazer um nome de peso para o ataque é o x da questão. 


O sistema de jogo de Jair Ventura é defensivo, algo que a torcida do Corinthians se identifica. Com um meio de campo sólido, um centroavente seria necessário. Nem Roger, nem Jonathas mostraram capacidade de serem titulares do time. Ambos podem ser reservas, considerando que um dos dois seria dispensado. Um bom nome pode ser trazido, ainda mais se considerado o dinheiro que poderia entrar com a venda de Gustagol, artilheiro da Série B, que não rendeu em time grande.


A questão, agora, é definir os objetivos do ano que vem, e se preparar para a temporada, de verdade. Que vendam os destaques no final do ano, não em meio aos jogos. Nunca foi fácil para o Corinthians, e nunca será. Terminanos 2018 com uma pulga atrás da orelha e um gostinho de quero mais. Mesmo assim, com um título na mala.


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