Imagina um time arrumado servindo o Gustagol

Quando se confirmou a volta de Gustavo, se esperava que o jovem centroavante conseguisse fazer seus gols, mas saindo do banco, atrás de Mauro Boselli, contratado para ser o 9 titular. O artilheiro de 2018 não deu brecha alguma para o argentino jogar. São 7 gols em 10 jogos e todo um esquema de jogo dependente dele.


O começo de ano do centroavante é surpreendente. Com 0,7 gols de média por jogo, um ano de 60 jogos acaba com 42 gols. É impossível afirmar se ele conseguirá manter essa média, até porque seria algo exorbitante no atual futebol brasileiro, mas temos de valorizar um atacante nessa fase. Ou seja, como o próprio Carille reconheceu na coletiva pós-jogo, temos de criar para ele. Contra o São Paulo, por exemplo, marcou na única finalização que teve. A bola não está chegando redonda, e mesmo assim ele está decidindo todos os jogos. A maioria na bola parada.


O maior agouro, até agora, também é a maior fonte de gols. Atrás, estamos sofrendo com essa bola aérea que parece não ter dono. Lá na frente, no entanto, fizemos mais da metade dos nossos gols. Ou seja, nossa zaga inconstante está sendo decisiva negativamente para o andamento do time.


Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians

Carille parece ter encontrado um jeito de jogar para o Corinthians.


Agora, após mais uma vitória em clássicos, nosso treinador parece ter encontrado um caminho para seguir com as peças que apareceram. Clayson e Pedrinho receberam chances para serem os homens de velocidade pelos lados, enquanto Sornoza substituiu Jadson (lesionado), todos atrás do nosso homem de referência: Gustagol. Ralf e Júnior Urso se destacaram como os homens à frente da zaga que podem dar consistência ao nosso meio. Acima de tudo, olhar para o nosso banco no domingo e ver peças como Ramiro, Vital, Boselli e Love é um alento. Carille pediu e recebeu muitas opções de elenco. Uma adição enorme em relação a 2018. 


Com esse caminho desenhado, é questão de um encaixe no time, e entrosamento entre as peças para que mais chances sejam criadas para nosso matador. Pode parecer um devaneio, mas não é irreal pensar que, com um time arrumado e jogando para ele, Gustagol consiga terminar o ano com 25, 30 ou 40 gols. É um desafio para a comissão técnica e uma expectativa da torcida: que arrumem nosso time do 9 pra trás, pois lá na frente temos um goleador nato!


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