Aguirre enfim conhece Carille, e a freguesia agora é maior de idade!

Gazeta Press
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Essa foto vai se tornar um quadro na sala de casa!


Foi uma das primeiras vezes em minha vida que realmente tive receio de ter um ataque do coração. A respiração ofegante diante da televisão (infelizmente saí muito tarde do trabalho ontem e não pude comparecer na Arena) preocupava até minha esposa. “Desse jeito você vai enfartar! ”, gritava ela do nosso quarto, ecoando até a sala. Também, não era para menos: depois do épico gol de Rodriguinho aos 47 do segundo tempo, o coração só faltava saltar pela boca antes da disputa de pênaltis.


Uma coisa todos nós devemos concordar: o futebol é uma das maiores obras de arte que o ser humano já inventou. Reviravoltas, histórias, duelos que são criados nesse esporte fazem com que a vida tenha mais emoção. Nessa quarta, o corintiano retornou há 6 anos, quando Cássio virou uma muralha contra o até então Diego Souza do Vasco, pela Libertadores. Por ironia do destino, Diego Souza foi o primeiro cobrador são-paulino na disputa de pênaltis da semifinal.O resultado? Todos já sabiam antes mesmo da cobrança: o maior goleiro da história do Corinthians escrevia mais um capítulo de uma supremacia contra o rival tricolor.


O SÉTIMO - isso você não leu errado - o sétimo pênalti de Cássio defendido contra o São Paulo. Para se ter uma ideia do tamanho desse feito, Dida defendeu 7 pênaltis defendendo o manto alvinegro. Cássio tem o mesmo número, apenas contra o São Paulo. Monumental!


Mas não poderia terminar por aí: Rodriguinho, o herói dos 90 minutos, acabou perdendo sua penalidade e deu ainda mais emoção para a disputa. Nessa hora, a angústia tomou conta da alma de todo torcedor corintiano. Por pouco tempo, é verdade. A freguesia prevaleceu, e o Corinthians MAIS UMA VEZ eliminou o São Paulo em uma disputa de mata-mata, após mais uma defesa monumental de Cássio, agora em cobrança de Liziero.


Nesses momentos, a única coisa que nos resta é agradecer aos céus pela oportunidade de nascer corintiano. De poder presenciar um momento emocionante como esse. De ter como lema o “Nunca foi fácil”, que nunca teve tanto sentido. O Corinthians mostrou a todos que na hora H, é muito maior que o rival São Paulo. A camisa pesa, os ídolos aparecem, a torcida faz sua parte, a classificação (como sempre) é garantida.


Sobre a final contra o Palmeiras, deixo para outro post, em outra ocasião. Nada mais justo para nós do que se deleitar com o sabor dessa vitória histórica, maravilhosa. Ah! E antes que eu me esqueça: agora, Diego Aguirre, você sabe muito bem quem é Fabio Carille. Muito prazer!


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