Só um milagre salva o Coxa do rebaixamento

Giuliano Gomes / Gazeta Press
Giuliano Gomes / Gazeta Press


Foi na noite de domingo (15), às 20h50 no horário de verão de uma noite que era um inverno para sua torcida, que caiu o Coritiba. O time, naquele momento, levava o gol aos 46 minutos do segundo tempo contra o Grêmio. Teve muitas oportunidades, assim como apoio da torcida. Não aproveitou ambas.


Gols foram perdidos, como no lance de Werley que mandou na trave quando entre ele e o gol não existia nada. Henrique Almeida, por sua vez, também desperdiçou oportunidades e, afinal, não pode um time com ele em campo ganhar alguma coisa.


Poderíamos lamentar as chances perdidas neste jogo ou em outros. Daria para lembrar também todas as vezes que o Coxa foi prejudicado pelo árbitro. Ou ainda as falhas individuais que resultaram em derrotas. Poderíamos lembrar do azar em outras partidas. O que fica difícil mesmo lembrar é um jogo que o Coxa mereceu ganhar nos últimos meses.


A exceção de Wilson, a estrela solitária, podemos separar o elenco em dois grupos. Os voluntariosos e os que têm alguma técnica. Infelizmente, não há sequer um atleta que transite entre os dois campos.


Marcelo Oliveira está mais perdido que cebola em salada de fruta. Nos cargos executivos remunerados, como no caso de Beletti ou de Alex Brasil, difícil encontrar adjetivos elogiosos. O G5, completamente transmutado, dispensa comentários.


O Coritiba, moralmente, caiu na noite deste domingo. Mas já vem sendo rebaixado faz alguns anos. Pode ser que um milagre nos salve, mas ultimamente tenho acreditado cada vez menos na intervenção divina, sobretudo no reino onde o diabo é latifundiário dos detalhes.