Novamente o Coxa de Marcelo Oliveira depende de um milagre

Giuliano Gomes / Gazeta Press
Giuliano Gomes / Gazeta Press

Sentindo o meu amor se derramando/ Não dá mais pra segurar / Explode coração


Quase 40 mil pessoas aproveitaram o bonito domingo em Curitiba para ir até o Major Antônio Couto Pereira. O estádio recebeu novamente um grande público, após o jogo que garantiu o acesso do Paraná Clube para a Série A de 2018. A partida poderia garantir também o Coxa na Primeira Divisão. Estava garantindo, aliás, até meados do segundo tempo.


O Coxa ganhava a partida por 1x0 com um gol de pênalti de Wilson, a principal exceção das raras que compõem esse time. Com um adversário repleto de jovens, talvez, o Coxa tenha esquecido que o resultado não estava em suas mãos. O que veio fácil, foi fácil, como diz o ditado popular.


A virada, por 2x1, não foi apenas um banho de água fria, mas uma imersão em perspectivas nada animadoras. Com seus adversários diretos (Sport e Avaí) vindo de uma sequência positiva de jogos, constratando com as últimas partidas do Alviverde, o que parecia líquido e certo virou duvidoso.


O Coritiba, matematicamente, ainda pode salvar-se do rebaixamento com um empate ou até mesmo com derrota. Mas creio que dificilmente isso acontecerá. Para garantir a participação na Série A do ano que vem, uma vitória deverá ser algo imperativo. Pior: contra uma Chapecoense mais do que empolgada na Arena Condá.


O pepino ficou nas mãos de Marcelo Oliveira, que não soube orientar o time para garantir o resultado que lhe caiu do céu e dos olhos do auxiliar da linha de fundo. Pegou o time na 13ª posição e, agora, poderá ficar marcado como o técnico do rebaixamento.


O Coritiba, que dependia apenas de si, voltou a depender de um milagre. Mas, confesso, que não acredito em milagre com Henrique Almeida em campo.