Um motivo para acreditar no Coxa amanhã

O clima é de desconfiança. O mesmo clima que insiste em pairar no Couto em praticamente toda a década. O ano de 2018 já nos reservou 14 jogos, dos quais só ganhamos cinco. O jogo de amanhã contra o Goiás já toma tons de decisão dentro e fora de campo. Em meio a questões com relação à nova diretoria, ao comando técnico e aos jogadores, é possível encontrar algum fio de esperança para uma classificação amanhã?


Há sim. Alguns têm lembrado do confronto contra o Esmeraldino em 2001, mas eu não sou muito fã desse tipo de retrospecto com poucos jogos. A minha fé está na diferença entre as nossas vitórias até aqui e os outros jogos.


Nas partidas contra Londrina, Toledo, Uberlândia e Rio Branco, o empate não servia. Foram jogos em que o time, com sua maioria de meninos recém-promovidos da base, mostrou poder de decisão. Dá pra incluir nessa conta o jogo contra o Foz (outra decisão, em que o Coxa saiu perdendo, mas acabou merecendo a classificação). A única exceção é o Parnahyba, devido à péssima atuação e classificação com um milagre.


Divulgação/Coritiba
Divulgação/Coritiba


Não pretendo usar esse argumento de forma leviana e dizer que a classificação está garantida. É justamente o oposto: para que outros decisivos aconteçam, precisamos ir bem nos jogos de menos importância. Caso contrário, o nosso jogo decisivo será o mesmo dos últimos anos: correr como nunca por um prêmio de consolação.


O jogo de amanhã terá suas implicações nos três pilares do clube. Em caso de classificação, a diretoria terá acesso a uma receita que não virá de nenhuma outra forma no ano (Paranaense dá prejuízo e Série B não dá premiação por posição), a comissão técnica terá um fôlego na pressão que sofre e a torcida poderá comemorar algo no Couto, algo que só ocorreu uma vez até agora no ano. Em caso de eliminação, bem, o caos bate à porta.


O principal ponto positivo do time até agora é a defesa que jogou estes jogos decisivos, composta por jogadores com média de idade abaixo dos 20 anos. À exceção de Vitor Carvalho (justamente um dos melhores nomes do time), ela estará toda em campo. Mas não basta a solidez defensiva: o Coxa entra em campo desclassificado. Precisará marcar gols, algo raro desde a conquista da Taça Dionga. Que eles aconteçam, como aconteceram em todas as decisões até aqui.