Quanto tempo Sandro Forner precisa para se provar no Coxa?

Divulgação/Coritiba
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De um lado, a convicção de que mandar treinador embora com 3 meses não resolve problema. Do outro, um treinador que não justifica a permanência por mais de três meses. O Coritiba chega em um ponto delicado em 2018. Qual lado da balança pesa mais?


Com a eliminação da Copa do Brasil, a Série B foi promovida de prioridade a única coisa que importa. Entre hoje e a estreia, temos 2 jogos. Duas finais, aliás. Então, enfim, acabaram os testes. Final não é teste. A gente não tem escolha a não ser chegar em 1º de abril confiando no time que vai entrar em campo.


E quem confia? Com o fim dos testes, eu confio em Wilson, Marcos Moser, Thalison Kelven, Romércio, Vitor Carvalho, Julio Rusch e Kleber. A comissão técnica tem seus critérios, mas nos meus, Guilherme Parede, Simião e Alan Costa estão totalmente reprovados. Os demais estão abaixo do nível que se espera para o Coxa, mas há algo a se aproveitar.


Meus critérios também reprovam Sandro Forner nesse vestibular. Talvez não sejam critérios tão técnicos quanto os do departamento de futebol, mas estou seguro de que não são rasos. Um começo é comparar o desempenho do time nos dois turnos do Paranaense – não só em resultados, mas em campo. O primeiro foi médio, conquistado uma evolução nossa e também demérito dos outros (deixar o quase rebaixado Rio Branco chegar na final é demérito de todo mundo). Se aquilo era o esperado, então o segundo é uma clara e vertiginosa decadência.


A pergunta central é: vale a pena apostar na convicção de manter o treinador baseado na demissão equivocada de outros? É fato que um treinador precisa de tempo no cargo pra implantar seu trabalho, mas quanto tempo? E com que sustentação? Se o Coxa perder a final e a estreia na Série B (um cenário bem possível), o tempo dado a Sandro Forner ainda terá sido pouco? Com novos jogadores contratados, será que o desempenho do time muda radicalmente? E se mudar, será que poderemos creditar esse mérito ao treinador?


Agora são 10 dias até a decisão do campeonato. Estão acontecendo contratações e, se o time vai mudar, não me parece absurdo que o treinador mude também. No pôquer você aprende a jogar com cartas ruins, e no futebol não é diferente. Sandro Forner não conseguiu fazer isso. O clube, por outro lado, tem a possibilidade de trocar essa carta. Ou isso, ou começar a buscar a única coisa que importa no ano com pouca segurança.