É hora de decisão: qual é a sua superstição, cruzeirense?

Já dizia um famoso blogueiro, todo torcedor que se preze leva muito a sério esse negócio de superstição. Leva tão a sério que é capaz de jurar de pé juntos que certos sinais podem, sim, influenciar o resultado de um jogo. Afinal, são anos a fio afinando a própria percepção sensorial na busca do ritual perfeito que fará seu time ganhar, ou pelo menos deixar de perder. Um passo em falso pode significar a derrota e, consequentemente, uma sensação de culpa, como se ele, entre milhões, fosse o único responsável por tal fracasso.


Por definição, superstição não tem valor científico, gera falsas obrigações e provoca medo de coisas que não oferecem perigo algum. Mas o que seria do futebol sem aquele toque mágico do acaso, das crenças populares e do folclore que dá cor às torcidas de todo o Brasil? Afinal, não é apenas futebol, certo?


GazetaPress
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Vale até levar o filhão pé-quente


Tenho minhas convicções devidamente comprovadas ao longo de duas décadas de Mineirão. Lembro que, antes de isolarem os setores do Mineirão, ainda na década de 2000, costumava ir de uma arquibancada a outra caso o Cruzeiro terminasse o primeiro tempo em desvantagem. E, se estivesse vencendo, obviamente não saia do lugar até o apito final, mesmo precisando ir ao banheiro. Geralmente funcionava.


Costumo também não esbanjar entusiasmo excessivo, talvez por receio de irritar alguma entidade divina futebolística que não aceita tamanha presunção. Daí, fico na minha, naquela confiança cautelosa que só os justos e os virtuosos sabem demonstrar. Vai que alguma atitude minha estrague o equilíbrio côsmico que rege nossas vidas e o jogo em questão, no maior estilo ‘efeito borboleta’?


Tenho dezenas de outras crenças, como dispensar o uso de strobo led no celular e evitar participar de mosaicos, mas nada supera a música “Cruzeiro querido de tradição”. Unanimidade absoluta no quesito azar, as notas desse hino praticamente embalaram todas as eliminações das últimas participações celestes na Libertadores. Se perguntar a 10 cruzeirenses o que dá mais azar no estádio, 11 responderão “Cruzeiro querido de tradição”.


Mas, tirando esse ponto em comum, cada torcedor cultiva seu próprio ritual, seja para espantar o medo daquilo que não consegue controlar, seja por aliviar a tensão de uma decisão, como da próxima quarta-feira.


Perguntei aos amigos do Twitter quais eram as superstições de cada um e algumas respostas realmente surpreenderam.


Tem o sujeito que decidiu abolir o banho até o dia da decisão, aquele que vai vestir a camisa da sorte, a torcedora que não vai vestir nenhuma peça vermelha ou rosa, o torcedor que não vai assistir ao jogo, aquele que vai beber todas e aquele que não vai beber nada... tem de tudo. Separei aqui alguns deles.












E você, amigo leitor, qual sua superstição? Comente!