Fred, Mineirão lotado e primeira vitória: a noite em que o Cruzeiro mostrou sua grandeza

Quem esteve no Mineirão na noite do retorno do Cruzeiro aos gramados, pôde finalmente presenciar à materialização de uma expectativa que havia se tornado tão gigante quanto a instituição. As ações ousadas da nova diretoria, aliada à empolgação da torcida, resultaram na presença maciça do torcedor logo no jogo de estreia, quando mais de 42 mil cruzeirenses abarrotaram as arquibancadas do Gigante da Pampulha para saudar Fred e companhia.


Talvez a estreia mais notável da última década futebolística no Brasil, com direito à apresentação de cada jogador, no melhor estilo NBA. Não me recordo de algo parecido. E, convenhamos, a torcida celeste merece todo esse espetáculo pela fidelidade e pelo apoio que vem sempre demonstrando também nos momentos mais complicados do time.


Como não podia deixar de ser, Fred foi o nome mais ovacionado, obviamente não apenas pela grife que seu nome carrega. Por trás da contratação de Fred, há outras questões que vão desde a dor de cotovelo do rival, até a torcida celeste ‘traída’ por sua passagem pelo CAM. Sem contar as cláusulas ridículas impostas pelo rival que previam o pagamento de uma penalidade de 10 milhões caso Fred fosse registrado no BID. Algo que comicamente não aconteceu (aguardem novos capítulos hilários, garanto muitas risadas).


GazetaPress
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Fred estufando as redes de uma forma... diferente


Boatos dão conta de que na verdade toda aquela multidão estava alí para abraçar novamente o filho que se perdeu no Palmeiras e voltou para nos agraciar com sua técnica refinada. O semblante do EgíDeus era o das grandes ocasiões, todo seu ser à disposição daquela faixa esquerda do ataque celeste. Foi bom revê-lo tão empolgado e efetivo.


Bom o primeiro tempo, com nuances de futebol de salão, Fred dando uma nova configuração ao ataque celeste, Rafinha endiabrado e EgíDeus mitando como sempre. O maior inimigo naquela noite nem era o Tupi e sim o fôlego, que já vinha ameaçando sumir logo depois dos 30 minutos do primeiro tempo. E diante disso, por ser estreia, o torcedor já vinha jurando que não ficaria cobrando demais caso alguma jogada não acontecesse da forma correta. O apoio constante da torcida presente no estádio foi exemplar.


Os gols vieram no segundo tempo, o último deles do Rafinha, um dos melhores em campo, de letra, à la Alex, deixando no ar aquela boa sensação de futebol show que ficou lá em 2014. Por fim, o 2 a 0 ficou de bom tamanho, tirando o gol que o juiz anulou por um impedimento inexistente.


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Robinho marca o primeiro gol celeste e diz: 'Eu estou aqui!'


O Fred não fez gol, e daí? Não quero gol em estreia, quero gols em finais, foi para isso que foi contratado. Don Fredon se movimentou bastante, até fugindo de suas características, atraiu a marcação, abriu espaços e quase marcou gol em duas oportunidades.


Melhor em campo? Sem dúvidas, a Nação Azul que atendeu aos pedidos de jogadores e dirigentes e compareceu em peso. Se houve acertos por parte da diretoria, um deles foi elevar a estima de uma torcida que merecia um time que pode brigar de igual para igual com as demais forças do futebol sulamericano.


Que esta seja a primeira de muitas vitórias rumo ao maior de todos os sonhos. O Cruzeiro e sua torcida merecem a maior glórias de todas.


Ouvi um 'amém'?