La Bestia Negra calando o Maracanã e os críticos

Fala Nação Azul,
como vai ser meio complicado dormir esta noite, por conta da adrenalina que ainda pulsa nas veias, vamos então resenhar sobre este jogo épico que pode encaminhar nossa classificação às quartas da Copa Libertadores da América.


Não há como negar esse fascínio que a Libertadores transcende e alimenta os sonhos mais cobiçados pelo torcedor celeste, logo tudo que envolve esse torneio mágico ganha proporções gigantescas seja em emoção, quanto em paixão. Não à toa, somos chamados de La Bestia Negra pelos rivais continentais e isso não é mito igual taça do gelo, é algo concreto, palpável no semblante das torcidas que já sentiram na pele o talento e a força do manto azul.


Calar o Maraca é mais um capítulo deste livro de conquistas e glórias que são a alma da nossa instituição. Os cerca de 4000 torcedores que se deslocaram até o Rio para acompanhar o time, viram Arrascaeta mais uma vez perfurar as redes rubro-negras em sua casa, repetindo o feito do ano passado e que ajudou a encaminhar a conquista do quinto título da Copa do Brasil.


O gol súbito desestabilizou o já emocionalmente fragilizado Flamengo que partia para cima sem muita objetividade graças também à marcação aplicada dos volantes celestes (e aqui destaco a atuação monstro do Lucas Silva). Toda bola alçada na área do Cruzeiro encontrava fatalmente a cabeçada poderosa do Dedé, não é a toa que este homem é chamado de mito por nós meros mortais. Aguarde a chamada de Tite, meu amigo!


GazetaPress
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Ops, I did it again... Arrasca e Thiago Neves, decisivos em 2017, repetem a dose em 2018


No segundo tempo, Flamengo tentou com Vitinho (a maior contratação da história do clube carioca), mas era o Cruzeiro a oferecer os maiores perigos com contra-ataques relâmpagos puxados por Arrascaeta, Rafinha e Raniel (que na minha modesta opinião é maior que aquele garoto que foi jogar no juvenil do Real Madrid).


Mas o melhor ainda estaria por vir. Em mais um contra-ataque, Rafinha recupera a bola no fundo que passa para o Lucas Silva tentar o chute de longe. A bola encontra o pé do Thiago Neves no meio do caminho, matando o Diego Alves e aumentando assim a já enorme vantagem construída no primeiro tempo. O até então contestado meia celeste, mais uma vez se redimiu fazendo o que gosta: gol em jogo decisivo. O cara tem estrela mesmo, não adianta criticar.


O jogo terminou mais uma vez com a torcida celeste cantando muito, enquanto o Maraca, já esvaziado, chorava outro resultado negativo. A classificação está mais próxima, mas ainda há 90 minutos para jogar e toda concentração será necessária para concretizarmos nossa ida às quartas, provavelmente contra o Boca Juniors.


Para finalizar, gostaria de mandar um abraço àqueles que cantavam vitória prévia argumentando que desta vez tinham goleiro. Pois é, com goleiro e tudo, deu Cruzeiro.


Aquele abraço!