Fred e Egídio terão que vencer a desconfiança da torcida azul

Bruno Haddad / Cruzeiro
Bruno Haddad / Cruzeiro

Do Fred, queremos gols; do Egídio, que apoie bem e consiga fazer os cruzamento para o artilheiro celeste


Pois bem, o tempo passa, o tempo voa, a poupança Bamerindus nem existe mais, e o mundo dá voltas.


Fred e Egídio saíram do Cruzeiro, ganharam bastante dinheiro, tiveram seus altos e baixos na carreira e agora retornam ao Maior de Minas.


Nas apresentações dos dois, tudo do bom e velho clichê, como manda o figurino. Beijinhos nas cinco estrelas no manto celeste, juras de amor, promessas de esforço máximo e status de ídolos.



Claro que como cruzeirense chato - como quase todos nós somos - o retorno dos dois me incomodou um pouco inicialmente. Mas confesso que já passou.


A saída de Egídio para o futebol ucraniano e seu repentino retorno ao futebol brasileiro para o Palmeiras, de Alexandre Mattos, não desceu até hoje.


Já o caso do Fred considero mais grave. Pra mim, independente do número de gols que fizer, ou do que ele vier a conquistar com a camisa azul em 2018, na galeria de ídolos, desculpe, após ter vestido a camisa zicada do lado gelado da lagoa, não tem envergadura moral para isso.


Vou gritar o nome dos dois quando for ao estádio. Vou cobrar, cornetar e elogiar. O que espero dos dois em campo é entrega, dedicação e espírito de coletividade.


Bruno Haddad / Cruzeiro
Bruno Haddad / Cruzeiro

Que o Egídio volte a ser campeão pelo Cruzeiro


Como escreveu o meu amigo Thiago Soraggi, no Twitter, do Egídio, em 2018, espero que ele marque bem, acerte os cruzamentos, deixe as faltas para Edilson. E domine as bolas.


Bruno Haddad / Cruzeiro
Bruno Haddad / Cruzeiro

E que o Fred consiga o seu primeiro grande título com a camisa do Maior de Minas


Do Fred, nada demais. Aguardo apenas o que ele sabe fazer. E muito bem. Gol. Gols. Muitas bolas guardadas na casinha. Movimentação dentro da área, bom trabalho de pivô e algumas assistências.



No Cruzeiro de 2018, Fred reencontrará o antigos companheiros, como Rafael Sóbis, Digão e Thiago Neves, dos tempos do Fluminense de Ouro. Já Egídio jogará novamente com Léo, Henrique, Dedé, Manoel e Lucas Silva, daquela equipe bicampeã brasileira.



A qualidade do elenco estrelado é indiscutível. Um dos melhores do Brasil em 2018. E aguardo que a chegada especificamente desses dois melhore ainda mais o time do Mano e que nos leve rumo ao caminho das vitórias e dos títulos.