Você pode não gostar dele, mas Egídio está jogando muito

Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

Já imaginou uma convocação surpresa do Egídio para a Copa da Rússia?


Para se estar no inferno no futebol, às vezes, é preciso apenas um jogo. Ou até menos: apenas uma jogada para o atleta ser crucificado por toda uma torcida. Mas e a volta por cima?


Depois de uma temporada muito criticada e questionada no Palmeiras, Egídio retornou ao Cruzeiro para reencontrar a tranquilidade e as boas atuações.


Você pode não gostar do Egídio e não precisa dar o braço a torcer. Mas é preciso reconhecer que nesta temporada o lateral esquerdo vem alternando entre boas e ótimas atuações. Tiveram, sim, algumas partidas que ele não jogou bem, mas nessas o time todo estava perdido com aquele esquema sem atacante criado pelo Mano.


Na Libertadores, o camisa 6 já tem seis assistências. Todas com a bola rolando. É o primeiro nesse quesito no torneio continental. Nos dois últimos jogos foram cinco passes para gols. Cruzamentos certeiros e passes na medida. Estilo aquele Egídio de 2013/2014. Um lateral eficiente, contestado pela torcida, com alguma deficiência na marcação, mas que sempre estava ali em campo quando precisávamos e que nunca desonrou nossa camisa.


Outro ponto que precisa ser ressaltado para essa crescente no futebol do Egídio nas últimas partidas, além de um homem de referência lá na frente, é a entrada do Lucas Silva no lugar do sonolento Cabral.


O ‘Príncipe’ arrumou o meio de campo celeste, deu mais velocidade no setor, qualidade no passe, e ainda proteje as subidas do lateral esquerdo, dando mais tranquilidade e capacidade para o Egídio atacar mais.


No ano, Egídeus também é o líder em assistências no Cruzeiro com sete ao todo. Na zoeira e no Twitter, o nosso lateral já é considerado melhor que o Marcelo, do Real Madrid. Alguém duvida?


Com esses números, Egídio já igualou sua melhor marca com a camisa do Palmeiras, quando em 2015 ele deu sete passes para gol em 36 jogos disputados. Com a camisa celeste ele já atuou 18 vezes neste ano.


Bem, não quero aqui fazer você gostar do Egídio ou do futebol dele. Apenas que criticamos quando deve ser criticado, mas também reconhecemos e elogiamos quando merece.


E neste momento, podemos considerar que o Egídio está no céu celeste.