Isso é Cruzeiro. Podem não gostar, mas têm que respeitar!

Divulgação/Cruzeiro
Divulgação/Cruzeiro

La Bestia Negra está de volta e com fome de título ao mata-mata da Libertadores.


É clichê, mas Libertadores é assim, meu irmão. Na hora da decisão não tem jogo fácil. Não tem jogo tranquilo. O Cruzeiro chegou a ser dado como eliminado, desacreditado e como grande decepção do torneio continental. Mas, com uma recuperação fantástica, digna da trajetória do herói que passa por seu calvário para atingir a glória, o Maior de Minas se classificou mais uma vez para a fase de mata-mata da Liberta.


ESPN.com.br | Cruzeiro vence Racing e avança às oitavas da Libertadores como líder do grupo 5


Teve muita gente torcendo contra. Muitos gostando de ver as adversidades criadas pelo próprio treinador e pelo time se sobressaindo. Mas aqui, meu filho, é trabalho. Trabalho sério e planejado. Porque a gente chega! E chega chegando!


Cruzeiro e Racing foi uma das melhores partidas até agora desta Libertadores 2018. Jogo movimentado, com chances para os dois lados e com duas camisas de tradição que o tempo todo buscavam a vitória. Os times foram alternando bons momentos dentro de campo, cada um com a sua forma de jogar.


O Cruzeiro começou avassalador e já dando o cartão de boas-vindas aos hermanos. Mas com o passar do primeiro tempo o time argentino foi encaixando o seu jogo. No segundo tempo, a Raposa foi mais esperta e mais cascuda. Achei a apresentação da etapa final mais consistente e equilibrada que da primeira.


O problema foi o caminhão de gols que o Cruzeiro perdeu. De Sassá, passando por Arrascaeta e terminando com o menino Raniel. O Cruzeiro classificou e terminou em primeiro, mas não sem antes fazer o seu torcedor testar o coração. Um sofrimento que vejo de forma desnecessária, mas que sempre acontece conosco.


Com o objetivo conquistado de terminar em primeiro, já temos duas pedreiras argentinas em seus grupos: Boca e o próprio Racing. Para completar, o Independente também deve ficar em terceiro no seu grupo. E ainda tem o River.


Mas depois de ouvir o nosso treinador, compactuo com a ideia dele de que encarar um time brasileiro já de cara é pior que enfrentar um gringo. E sem contar a possibilidade de decidir com a torcida. Já mostramos que estamos muito forte em casa e que o fator Mineirão voltou a pesar a favor de nós.


Mais uma vez, uma bela partida da defesa celeste. Mesmo com o vacilo do Dedé no finzinho, nosso sistema defensivo esteve seguro. Aquela bola na trave no primeiro tempo me fez envelhecer uns cinco anos, mas tudo bem. Quem quer ganhar uma Libertadores tem que passar por isso.


Egídio, mais uma vez, jogando como um leão e o Lucas Silva sendo o príncipe no meio. Arrascaeta jogou o primeiro tempo correndo da bola, se escondendo dos lances e temeroso até de chutar para o gol com medo de se lesionar e ficar fora da Copa do Mundo. No segundo tempo, voltou muito melhor e se encontrou na partida. Sempre fico com aquela sensação de que se o Arrascaeta se esforçasse um pouquinho mais seria um dos grandes da história do futebol uruguaio e do Cruzeiro.


Agora, fim da fase de grupos é hora de traçar um novo planejamento. Aproveitar a Copa do Mundo para recuperar jogadores importantes como Edílson e David será essencial.


Passamos, pela décima sexta vez, da fase de grupos da Libertadores. Estamos forte e vamos pegar equipes mais cascudas daqui para frente. E também somos favoritos na disputa pelo caneco. Isso é Cruzeiro. Muita gente pode não gostar, mas tem que respeitar!