Mano, não adianta só você achar que o Cruzeiro jogou bem. Tem que ter jogado mesmo!

Vinnicius Silva / Cruzeiro
Vinnicius Silva / Cruzeiro

Nem o Arrascaeta se salvou na partida contra o São Paulo


Uma semana para se esquecer aqui nos lados da Toca da Raposa. Em resumo, foi mais ou menos assim: seis pontos perdidos, duas derrotas amargas, quatro gols levados, várias chances desperdiçadas, uma equipe sem propósito e gana dentro de campo, e um técnico que acha que está tudo certo.


Escutei a coletiva do Mano após o jogo contra o São Paulo e fiquei até achando que a derrota foi culpa minha porque não estava lá no Mineirão. Só que não é bem assim!


A atuação do Cruzeiro, em mais um jogo pós-Copa, outra vez, foi deplorável. Assim como na partida de quarta, neste domingo, a equipe não mostra unidade, proposta ou organização em campo. Pelo menos o Thiago Neves não estava lá para levar toda a culpa.


Queria de verdade entender as ponderações do Mano ao poupar e escalar o time. Na quarta, enfrentamos um adversário que pelo momento estava mais fragilizado porque vinha de uma derrota em um clássico e perdido o seu jogador mais importante. Conseguir uma vitória lá em Sampa seria histórico por ser a primeira em Itaquera, além de que nos aproximaria dos líderes, e daria uma moral e confiança ao time.


Já na partida deste domingo, o Mano poderia ter deixado no banco um Arrascaeta, Dedé e até o Barcos, com a desculpa do jogo da quarta que é de mata-mata.


Mas não. Perdeu as duas partidas, queimou a equipe e agora vai pressionado.


Outra coisa que não entendo no meio de campo do Cruzeiro é a insistência em deixar o Romero de fora. A dupla Henrique e Cabral não é de marcação e de velocidade. Querer ter um deles em campo com a justificativa de ter um passe melhor é até aceitável, desde que estejam ao lado do Romero de cão de guarda, e não de lateral.


Outro que precisa voltar da Copa é o pré-selecionado Dedé. É o Mito, joga para caramba e tem pontos com a torcida. Mas esses pontos uma hora zeram. O cara tem um físico impressionante, só que há momentos que é preciso marcar o jogador e não a bola.


Os times do Mano são conhecidos por serem fortes defensivamente, levarem poucos gols, e ainda saírem no contra-ataque. Pois bem, o saldo do Cruzeiro agora no Brasileirão é ZERO. Fizemos 13 gols e levamos 13. Agora, na volta do Brasileirão, foram sete gols na meta do Fábio. Para piorar ainda mais, desses cinco jogos depois da parada, saímos atrás no placar em todos. Isso é inaceitável para uma equipe que se diz forte na defesa e copeira. Em um mata-mata já é vela preta. Só vai faltar o caixão.


Para terminar, peço encarecidamente: não culpem só o Barcos pela falta de gols. Tudo bem que ele perdeu o pênalti contra o SPFC e na quarta também poderia ter balançado as redes, mas ele chegou agora. Cruzeiro está com muito erro de passes do meio para frente e não tem opção de jogadas. Nossos laterais estão ineficientes: não atacam e ainda perdem a corrida na hora de defender.


Temos um ótimo plantel e somos um dos melhores times do Brasil. Mas para voltar aos eixos, a primeira coisa que precisa mudar é a 'coerência' do senhor Mano Menezes e a forma de como está montando o time. Não adianta só ele achar que o time atuou bem. Tem que jogar bem!


Lembro-me do tempo em que o Cruzeiro começava as partidas indo para cima dos adversários, mostrando jogo, abrindo o placar, ampliando, e lá no fim do segundo tempo recuar. Enquanto o Cruzeiro entrar para só se defender e ir buscar o jogo após ter levado o primeiro, vamos estar à mercê da sorte e não da competência.


Mano prometeu um time diferente na postura na quarta no mata-mata. Assim eu e toda torcida do Cruzeiro esperamos. Se ele é quem vai nos matar de raiva mais uma vez!