Que os fins justifiquem os meios do "Manobol" no Cruzeiro

Thomas Santos/Agif/Gazeta Press
Thomas Santos/Agif/Gazeta Press

Se o Cruzeiro ganhar só de 1 a 0 do Flamengo, no Rio, você vai ficar bravo com o Mano?


O fim justifica os meios ou os fins justificam os meios é uma frase falsamente atribuída a Maquiavel. Atualmente, muitos torcedores celestes também tem relacionado essa frase ao futebol apresentado pelo Cruzeiro nas últimas competições.


Em sua obra, O Príncipe, Nicolau Maquiavel cria um verdadeiro "Manual de Política", sendo interpretado de várias formas, principalmente de maneira injusta e pejorativa. Mano Menezes nesta sua segunda passagem pelo Maior de Minas também tem adotado o seu “Manual de Futebol” e o vem seguindo à risca, sem se importar muito com a opinião da torcida.


Não gosto deste estilo ‘Manobol’ de jogar. Mas o que pode ser mais importante no futebol que o resultado? Na nossa própria filosofia de futebol, debatida em mesas de boteco, programas ou na arquibancada de estádio, não se fala que técnico vive é de resultado? Seria por isso que Mano é o técnico mais longevo do Brasil?


O estilo do Mano Menezes só se justifica pelos resultados. E isso ele está entregando. Ganhou a Copa do Brasil e terminou entre os cinco primeiros do Brasileirão em 2017, levou o Mineiro em 2018, e estamos vivos nas três competições que ainda disputamos neste ano.


É difícil aceitar, mas o torcedor cruzeirense precisa entender que com o atual calendário do futebol brasileiro, um time levar estadual, nacional, copa nacional e continental no mesmo ano é praticamente impossível. Quando conseguimos a tríplice coroa, a Copa do Brasil e a Libertadores terminavam no primeiro semestre. Agora elas vão até ao fim do ano.


Por isso, Mano, comissão e diretoria já não colocam mais o Brasileirão como prioridade neste momento e vão focar nas Copas. Se estão certos ou não, só o tempo irá dizer. Mas uma escolha foi feita e está sendo seguida. E neste momento, a torcida precisa aceitar e apoiar porque o Mano não vai mudar seu estilo, filosofia e escolhas.


A partida entre Cruzeiro e Flamengo tem tudo para ser o duelo mais disputado das oitavas de final da Libertadores. Duas equipe gigantes, acostumadas a chegar em decisões e que têm torcidas que movem seus times.


Se dizem que hoje o o Flamengo vem mostrando o futebol mais vistoso entre os times brasileiros, podemos dizer que esse meio talvez não possa levar ao fim esperado.


Lembram-se em 2013, quando o Cruzeiro estava deitando e rolando no Brasileirão, fomos eliminados na Copa do Brasil justamente pelo questionado Flamengo do Mano Menezes, que não terminou o campeonato comandando o time, mas que a equipe carioca se justificou com o título naquele ano.


Tenho a filosofia de que time que entra para vencer pode ganhar, empatar ou perder. É coisa do futebol. Já times que não entram para ganhar nunca vão vencer. Não há problema algum no time entrar recuado e defensivamente nesta partida de ida da Libertadores. Só espero que não atue como foi contra o Santos, no jogo de ida da Copa do Brasil. O Flamengo tem mais qualidade que a equipe paulista, além de ser mais rápida, melhor finalizadora e está voando em campo.


Outro ponto que a torcida precisa lembrar é que no regulamento da Libertadores o gol fora de casa faz aquela diferença no jogo de volta. Dessa forma, até um resultado reverso, mas com gol ou gols ainda pode ser bom para nós.


Então, meu amigo, pode ter certeza que não será jogo fácil e que deve ser daquelas partidas de 180 minutos, de teste para cardíaco, que vamos nos lembrar por muitos e muitos anos.


Ontem, hoje e sempre, mais fechado do que nunca com o Cruzeiro.