Flamengo não sentiu nem o cheiro de um Cruzeiro implacável

Quero começar este post dedicado à gigante vitória do Cruzeiro no Maracanã com a música de um comercial que acabei de ouvir aqui na TV: “Cheirinho, gostoso.. Cadê, cadê você? Cheirinho, gostoso… Tá aqui, tá aqui, te achei!”. O programador de comercial do canal está de parabéns ao ter escolhido esse vt. De duas uma: ou ele é cruzeirense ou anti-flamenguista.


Sabe, no primeiro momento me faltaram palavras para descrever esse feito do Maior de Minas em terras cariocas. Mas, em bom mineirês, rapidim, elas apareceram: Nuuuuuuuu! Nossinhora! Meudeus! Que foi isso gente?! É verdade mesmo?!


Indiscutivelmente, a melhor atuação do Cruzeiro no ano. Agora sim Mano e o time mostraram para quê estavam se poupando e o trabalho que foi feito durante a Copa. Uma equipe madura, com jogadores experientes e rodados, que não se deixaram se levar ou se abalar por estar jogando fora de casa.


Uma palavra que resume bem o que foi o Cruzeiro contra o Flamengo neste primeiro jogo de oitavas de final da Libertadores: implacável. A santíssima trindade da defesa formada por Fábio, Dedé e Egídio foi perfeita. Não passou nada nem ninguém. E quando passava, o Cruzeiro não tinha medo de fazer a falta. Coisas do jogo. Ou você queria levar um gol. E sem contar aquele cortinho que o Egídio deu no Diego que quase aposentou o meio nubronegro.


Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

Cruzeiro deu show dentro de campo e também nas arquibancadas do Maracanã


No meio, Lucas Silva foi aquele jogador que acostumamos a ver em campo com seus passos e lançamentos certeiros, ligação de qualidade e marcação na saída de bola do adversário. A exaustão dele ao fim do jogo mostra o tanto que o menino se doou em campo.


Robinho e Arrascaeta foram monstros dentro de campo e estão em uma sintonia que há muito tempo nenhum dos dois demonstravam. O uruguaio, diga-se de passagem, depois da Copa vem monstrando um volume de futebol impressionante. Uma vontade de jogar bola que nunca tinha visto. E como gosta de marcar em jogos grandes! Melhor para nós.


Já o menino Raniel entrou e, mais uma vez, incendiou o jogo. Rápido, abusado e determinado, ele botou medo na defesa carioca. Infelizmente, não conseguiu marcar o terceiro tento celeste.


Mais uma vez o Cruzeiro foi lá e mostrou que devem respeitar a história desse clube. E é assim que gostamos, contra tudo e todos! A fatura não está liquidada. Como costumo dizer, jogo é jogado e lambari é pescado.


Mas é preciso destacar o quanto este time do Mano Menezes é frio e calculista. Eles sabem o que estão fazendo e que hora tem que fazer. Ao fim, podemos dizer que todos foram bem. Resultado gigante para nós.


Sobre o Flamengo, só tenho a dizer que se em uma oitavas de final de Libertadores você não joga com a sua casa lotada e ainda vê a sua torcida muda, enquanto a do visitante faz todo o barulho e a festa. Meu irmão, de verdade, vocês não mereciam a vitória nunca!


Os primeiros 90 minutos dessa partida de 180 já se foram. Sinceramente, fomos muito melhor do que o esperado pela maioria. Agora é segura a euforia e aguardar até o dia 29 de agosto. Pelo menos jogos do Cruzeiro não vão faltar já que estamos entrando em campo toda quarta e domingo mesmo.


E parodiando o meu amigo de ESPN Ari Aguiar: Cruzeiro ganhando do Flamengo do Réver. Sempre é bom lembrar que o Réver era o zagueiro do Atletico no 6 a 1? O que tem a ver? NADA, mas o 6 a 1 é eterno e qualquer coisa que te faça lembrar daquele dia é válido.


E fica a pergunta filosofal da noite: como dormir agora?