O Palmeiras só esqueceu que iria enfrentar o atual campeão da Copa do Brasil

Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

Enfim, e no momento certo, o Pirata conseguiu tirar a zica e desencantar!


Contra tudo e contra todos. Mais uma vez, em mais uma Copa, o Cruzeiro consegue sair com um ÓTIMO placar fora de casa. A partida contra o Palmeiras, no saudoso Parque Antártica, de tantas alegrias de 1996, mais uma vez foi palco de um trunfo celeste.


O Cruzeiro, apesar de todas as críticas nas últimas partidas de volta da Copa do Brasil, Libertadores, e até dos seguidos empates no Brasilerão, mais uma vez se mostrou uma equipe madura e focada no seu objetivo.


Se a mídia do eixo dava a vitória do alviverde paulista como certa, nós, como bons mineiros, respondemos em campo e na bola, como deve ser. Na verdade, como o futebol deve ser. Quem fala demais, dá é boa noite para cavalo.


O gol do Barcos foi para lavar a alma. E hoje escrevo com o maior prazer que a lei do ex funcionou. Na verdade, funcionou duplamente. O tento celeste nasceu de uma genial jogada entre Thiago Neves e Robinho, para a conclusão do Pirata. Aos 4 minutos de partida, o rumo do jogo já estava tomado.


Egídio botou o Dudu no bolso. O Henrique, que sempre é criticado por grande parte da torcida nas redes sociais, foi um monstro no meio de campo. Dedé e Leo se superando cada vez mais e mostrando ser a melhor dupla de zaga hoje do país. Por vários momentos, achava que era o Dedé tirando a bola, mas, acreditem, era o Leo mesmo!


O Cruzeiro fez o jogo dele. Como sempre vem fazendo. E como sempre faz. O time catimbou, cozinhou e comeu o porco à pururuca no final da partida.


A torcida do Palestra paulista está e vai chorar o lance final em que o gol deles foi anulado. Na minha visão, muito bem anulado. Foi falta. Para os que questionam, vamos fazer dois exercícios: se o mesmo lance acontecesse contra o Palmeiras, seria falta ou não? Outro: se o jogador de linha vai dominar a bola com o pé e o adversário desloca a perna dele com o pé, isso é falta? Isso não vale para um zagueiro adversário que sobe com o braço aberto e desloca o braço do goleiro que estava com a mão na bola?


Bruno Haddad/Cruzeiro
Bruno Haddad/Cruzeiro

Só digo uma coisa: como é bom ser Cruzeiro!


Para os que depois de ler isso, seguem reclamando da arbitragem, também deveria reclamar que o Dudu, e outros atletas do Palmeiras, que parece uma criança de 4 anos em campo, não foi expulso, mesmo dizendo coisas mais barbáries para o árbitro que o Edilson. Não estou defendendo o Cachaça, mas faltou coerência no juizão na expulsão.


Os jogadores do Palmeiras entraram em campo achando que iriam enfrentar um time qualquer e que sairiam com a vitória fácil. Não, meu irmão. Do outro lado estava o Cruzeiro. O Maior de Minas. Um dos maiores do Brasil e do Mundo. O maior vencedor da Copa do Brasil. Um dos poucos não rebaixados no futebol.


Mas, como sempre digo, jogo é jogado e lambari é pescado. A disputa ainda está em aberto. A Raposa tem uma grande vantagem, mas precisa mostrar em campo que merece seguir na disputa e ir atrás do hexa que interessa e que ainda é possível neste ano.


Contra Tite, CBF, a imprensa do eixo e a I.R.A., pelo hexa e #FechadoComOCruzeiro.