O Cruzeiro quer nos empolgar, mas precisamos ter calma

Paulo Sérgio/AGENCIA F8
Paulo Sérgio/AGENCIA F8

Em noite inspirada, Sassá marcou dois gols na goleada celeste.


Mais uma noite memorável para a torcida cruzeirense. Visitamos São Januário (o estádio que podemos considerar a nossa segunda casa pelo retrospecto recente) e conquistamos mais uma vitória heroica que marca a história do Cruzeiro na competição. O roteiro que estamos criando é de superação, com emoção e reviravoltas, mas é necessário um pouco de calma, já que a competição só está começando.


É natural um time que marca 13 gols em duas partidas de Libertadores ser colocado como um dos favoritos, ainda mais se tratando de Vasco e Universidad de Chile como adversários. Entretanto, se voltarmos até 2011 o chá de realidade bate em nossa porta ao relembrarmos daquele Cruzeiro eliminado pelo Once Caldas em casa. Uma equipe que também marcava muitos gols, com uma campanha irretocável: 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate, 20 gols marcados e apenas 1 gol sofrido.


O que realmente deve agradar agora é a melhora considerável do rendimento dentro de campo, principalmente na parte ofensiva. Depois que Mano Menezes sacou Robinho e Ariel Cabral do time titular, optou por um homem de referência (Sassá) e deu continuidade ao desacreditado Lucas Silva, passamos a criar mais chances de gols e consequentemente as vitórias vieram. Além da conta, é verdade.


Com 8 pontos, o momento é de folga na Libertadores, já que o Cruzeiro só volta a campo no dia 22/05. Até lá são 20 dias de foco total no Campeonato Brasileiro, onde ainda não vencemos. Domingo vamos encarar o Botafogo em casa e a vitória é fundamental. Sport e Atlético-MG são os outros dois adversários antes da partida decisiva contra o Racing.