O que esperar dos craques da Copa América?

Como parte do Guia Especial da ESPN.com.br sobre a Copa América, foi lançado o desafio ao ESPN FC. Escolhemos alguns jogadores que chegam ao Chile como protagonistas de suas seleções e pedimos aos blogueiros de alguns times que revelassem o que se pode esperar dos craques para a competição, que começa no dia 11 de junho e promete ser uma edição extremamente equilibrada. Vamos às opiniões:


Argentina - Lionel Messi (Barcelona) – por Bruno Plapler (Barcelonizando)


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Há quatro anos Lionel Messi defendeu seu país na Copa América disputada na Argentina. Ele jogou muito, poucos lembram. Mas a derrota nos pênaltis para o Uruguai apagou um pouco o brilho daquele encontro entre o craque e sua torcida. Messi se encontra em sua plenitude futebolística e chega para a competição com uma Tríplice Coroa histórica pelo Barcelona. Ou seja, expectativa absoluta de sucesso e espetáculo a cada partida. Chegou a hora dele dar a tão esperada cura ao povo argentino.


Chile – Alexis Sánchez (Arsenal) - por Alcysio Canette Neto (Arsenalismos)


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Alexis teve seis meses sensacionais no Arsenal, caindo de rendimento após a virada de ano. Mesmo fora de sua melhor forma, é decisivo em seus gols e não para de tentar em nenhum momento. A final da FA Cup foi uma boa amostra disso. É um daqueles jogadores que joga até cair de cansado pela sua seleção e, jogando em casa, não será diferente. Será decisivo.


México - Raúl Jiménez - por Gustavo Magnusson (Canto Colchonero)


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O atacante mexicano Raúl Jiménez pode não ter feito muitos gols nesta temporada nem ter tido muita oportunidade com Diego Simeone no Atlético de Madrid, mas é bom não subestimá-lo. De oportunismo dentro da área e de eficiência no jogo aéreo ele entende, embora habilidade e técnica não sejam seu forte. Com 1,90 de estatura, Jimenez é tratado muitas vezes como "um Chicharito com 15 centímetros a mais", mas a verdade é que ele possui potencial para ser bem mais do que esta comparação sugere.


Peru – Paolo Guerrero (Corinthians) - por Nayara Perone (Corintiá)


Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians


Paolo Guerrero é um centroavante raçudo, habilidoso e implacável. Ele quer o gol a qualquer custo. A qualidade da seleção peruana como um todo pode ser algo mais questionável, mas acredito que o jogador pode, sim, fazer muita diferença com seus gols na Copa América. É ídolo em seu país e deve corresponder à altura.

Uruguai – Cavani - por Vinícius Ramos (Ici c’est Paris!)


Divulgação/PSG
Divulgação/PSG


Sem a presença de Suárez, toda a responsabilidade de carregar a Celeste recai sobre os ombros de El Matador Edinson Cavani. Artilheiro do PSG na Champions (6 gols em 10 jogos) e vice na Ligue 1 (18 gols em 35 jogos) o atacante vive uma relação de amor e ódio na França por marcar vários gols, mas pecar em momentos decisivos. Porém, um detalhe importante: Cavani joga como um ponta no clube, mas assumirá o papel de centroavante e referência técnica no Uruguai, como ele tanto gosta. Terá uma seleção jogando em sua função e deverá crescer ainda mais no elenco. Tem tudo para ser o destaque da equipe e carregá-la ao bicampeonato.


Brasil - Neymar - por Vinicius Alexandre (Blog Nou)


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Se a responsabilidade em cima de Neymar na Copa América é enorme, a expectativa sobre ele é ainda maior. O Brasil, como não poderia deixar de ser, é um dos candidatos ao título, mas só chegará lá se Neymar liderar o caminho da seleção, e é isso que todos esperam dele. O papel do camisa 10 brasileiro é ainda mais importante do que o exercido por ele no Barcelona. A faixa de capitão da seleção deixa isso claro. Artilheiro, melhor jogador e líder da seleção campeã. A Copa América nem começou, mas é difícil esperar menos de Neymar.


Colômbia – James Rodrigues - por Rodrigo Rebelo (Conexão Merengue)


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Há meses, conversando com alguns amigos, cravei "Colômbia campeã da Copa América! Podem me cobrar depois!". Isso já é um ótimo resumo do que imagino que será o desempenho de James Rodríguez na competição. A Copa do Mundo foi outro excelente termômetro para medir isso. A seleção colombiana chegará ainda mais forte para o torneio e, ainda que os jogos sejam um pouco mais pegados que na Copa do Mundo, não creio que será um problema para James. Ele irá liderar a seleção de seu país e tem tudo para ser eleito o melhor jogador da competição.