É o ai-jesus, ainda bem!

Fla-Flu longe do Rio, maior público do campeonato, mando tricolor. Estádio tomado pela Nação, que cantou, sorriu e festejou mais uma vitória. Maioria é pouco para descrever a torcida rubro-negra em Brasília. O Flamengo é realmente o ai-jesus.


Engana-se quem trata “ai-jesus” como interjeição; consequência de susto, epanto, emoção repentina, surpresa. Consta no dicionário Michaelis:



Ai-jesus: sm / Aquele que é o predileto ou o queridinho”.



É o Flamengo, a todo momento. Não só nos Fla-Flus.


Coerente que haja outros clubes, afinal é necessário adversários na disputa do jogo. Mas como explicar seres humanos que passam a vida sem ser do ai-jesus? E olha que o Flamengo tem poder de transformar. Ary Barroso foi de Fluminense fanático a um dos mais emblemáticos rubro-negros de todos os tempos.


Que os corações de Diego Alves, Rodinei, Rhodolfo, Cuéllar, Renê, Everton Ribeiro, Marlos, Dourado, Barbieri sigam o caminho aberto pelo de Ary. Que os nossos batam com os deles, como pulsam ao se deparar com Léo Duarte, Jean Lucas, Paquetá, Vinicius Júnior e Vizeu na relva, representando o líder, honrando nossas cores, defendendo o brasão carregado no peito. É divino ver as crias da Gávea dando esse ar flamengo à vida.


O momento é bom, nada mais justo que viver o hoje, celebrar. Ao amanhã, concentração, inspiração e destilação de rubro-negrismo para que seja ainda melhor. Fará um bem danado à sociedade o maior espetáculo da Terra tornar a acontecer. Hoje, amanhã e sempre.


Afinal, o sempre é Flamengo, o eterno ai-jesus. De tudo, todos. Ainda bem.


Staff Images/Flamengo
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