Livre de uma vergonha, o 2018 do Fluminense precisa começar agora

Lucas Merçon / Fluminense FC
Lucas Merçon / Fluminense FC

O gol de Douglas abriu o caminho para salvar uma temporada da qual não temos nada a comemorar


Que a vitória não nos iluda. A prova que o "planejamento" montado para este elenco foi horroroso é que chegamos a antepenúltima rodada do Brasileirão brigando para não entrar na zona maldita. Nem é preciso se debruçar tanto para constatar: basta comparar nossa campanha com as dos rivais. Exceto pelo urubu com seu doping financeiro, Vasco e Botafogo terminam a temporada dignamente, brigando, com os jogadores limitados que têm, por uma vaga numa inchada Libertadores da qual passaremos longe.


Nossos resultados são um tapa na cara do torcedor. Ainda bem que mentiras não se sustentam por muito tempo e os tricolores não são burros. Finalmente o recado veio da arquibancada: xingamentos contra o presidente, xingamentos contra o grupo político que se esconde nos momentos difíceis, e que, nas (poucas) vitórias, atacam os tricolores que não desejam um Fluminense acostumado com a 14ª, 15ª posição na tábua de classificação. Que não compram esse papo de "plantio" e "longo prazo", num clube que há cinco anos só afasta e maltrata o torcedor.


| Curta o BLOG LARANJEIRAS no Facebook


Sobre o jogo. A sorte sorriu com os confrontos que a tabela nos reservou ao final do campeonato. Se a Ponte Preta já era horrorosa com 11, imagina após a expulsão no primeiro tempo. A Macaca foi incapaz de levar algum perigo para nossa fraquíssima defesa, que, por isso, não teve meios de entregar o ouro dessa vez.


Exceto por um ou outro momento, a partida fez jus a escassez de talento escalada pelas duas camisas. No Fluminense, uma busca quase desesperada e um resultado obtido muito mais com disposição que inspiração.


Uma vitória que não veio para ser celebrada, mas para ser lembrada já a partir desta terça-feira, quando a temporada 2018 tem a obrigação de começar, de maneira diferente da que está acabando.


Atuações:


Diego Cavalieri: Nem precisa tomar banho para dormir essa noite. Não suou.


Lucas: Seu contrato termina em dezembro. Pode ser dispensado para perder a barriga em outro clube.


Henrique: Como sempre, melhor no ataque que na defesa. Começou com ele o bate-rebate no primeiro gol.


Renato Chaves: Não teve oportunidade de falhar dessa vez.


Marlon: Ele e todos os laterais deste Fluminense quase me matam de saudade do Carlinhos.


Marlon Freitas: Outra joia de Xerém que se limita a passar para o lado.


Matheus Alessandro: Bom deslocamento em diagonal que terminou em cabeçada na trave. E mais nada.


Douglas: O gol. Espero que jogue o que pensa que joga ano que vem.


Sornoza: Quando a bola cai em seus pés, parece que vai sair coisa boa. No entanto, precisa de um time minimamente aceitável para brilhar.


Gustavo Scarpa: Vaiá-lo é loucura. Erra por que chama a responsabilidade. Tanto que deve ser responsável por 90% das jogadas que resultam em gol do Fluminense neste ano.


Marcos Junior: Tipo de jogo ideal para ele: com o Fluminense precisando mostrar raça para vencer um adversário fraco. Finalizou bem duas vezes, uma parando nas mãos de Aranha, outra na cabeça de Nino Paraíba.


Wendel: A França tem bons vinhos. Não sentirá falta do Brasil.


Henrique Dourado: Perdeu um gol que seria de placa e marcou outro com oportunismo. Briga muito e mata a bola no peito com a habilidade de uma parede, mas fez um 2017 muito acima das expectativas e merece respeito.


Pedro: Notado apenas pelo tamanho do queixo.


Abel Braga: Os tricolores devem ser gratos a este homem, apesar dos equívocos cometidos nesta temporada lamentável. Se sair, merece a porta da frente. Não pode ser sacaneado pelo bando de incompetentes que, se tiverem seus nomes na história do Fluminense, será da pior forma possível.


@TorresFagner