O que restou do Fluminense é uma piada de mau gosto

Eu odeio amar o Fluminense. Essa frase já é até comum para quem torce para esse time. Seja por conta das derrotas para lanternas, pelos pontos desperdiçados, por qualquer coisa, volta e meia todo torcedor pensa isso. Mas hoje, depois do jogo contra o Santos, está sendo ainda mais complicado exercer esse amor.


Depois da semifinal do Carioca contra o Vasco, eu jurei pra mim mesmo que não voltaria ao Maracanã enquanto tivéssemos Abel Braga como técnico, por questões táticas - calma, eu vou criticar o elenco e a diretoria mais pra frente - e especialmente pela maneira como ele falava em público. Pois bem. Dois amigos me convocaram e, vendo o ingresso a R$ 10 - já que sou sócio - resolvi ir ao estádio.


Maílson Santana/Fluminense FC
Maílson Santana/Fluminense FC

Minha cara quando percebi qual ia ser a escalação do Fluminense para o jogo desta quarta-feira


E como me arrependi. O jogo foi péssimo. Um futebol de nível baixíssimo apresentado por ambas as equipes. Mas o Fluminense conseguiu ser pior. Eu já falei por aqui que o time do Tricolor é ruim. Errei: é horrível. Eu fiquei assustado quando vi a escalação com Mateus Norton e Marlon, além dos três volantes no meio-campo. Me desesperei a cada momento que olhava para o banco e sabia que a única opção que merecia um mínimo de respeito era Sornoza.


A cada momento que eu olho para o que é o Fluminense Football Club em 2018, eu fico me perguntando como chegamos a esse ponto. E sim, foi por conta das gestões patéticas e lotadas de prepotência - especialmente vindas de Peter Siemsen - da Flusócio. Mas pensem: seis anos atrás, éramos campeões brasileiros. Em 2010, também tínhamos levantado esse caneco. Com bons times. Bons elencos. Muito impulsionados pelo dinheiro da Unimed, é verdade, mas ainda assim, é estranho perceber que chegamos praticamente ao fundo do poço tão rapidamente.


O Fluminense, hoje, vive um processo de apequenamento. Diretoria, jogadores e técnicos parecem fazer força para que nos tornemos um América ou Bangu - com todo respeito - do século XXI. E o pior: não há perspectiva alguma de melhora. A cada mês que se passa, nos afundamos em uma crise cada vez mais profunda e mais complicada de se solucionar.


Em um jogo com ingresso a dez reais para sócios, tivemos menos de dez mil presentes no Maracanã. Isso é patético. Último jogo antes da Copa, contra um adversário - também - em crise, com uma vitória sendo bem possível....e pouco mais de sete mil tricolores no estádio. É feio. Pra quem já viu o Maracanã transbordando de gente, ver as ruas do entorno vazias chega a ser triste. Foi assim que me senti hoje.


Nesse momento, eu só tenho um sentimento: ainda bem que a Copa do Mundo vem aí. Porque eu quero passar longe do Fluminense por um tempo. Faz mal pra saúde de qualquer ser humano.


Mas que vença o Fluminense.


Maílson Santana/Fluminense FC
Maílson Santana/Fluminense FC

Abel, desculpa, mas o seu trabalho é ruim. Não só pela sequência ruim. Não só por esse ano. Mas desde que você chegou


PS: O time do Abel é muito mal montado. Vocês que amam esse técnico que me perdoem. Aliás: Sornoza não pode NUNCA ser banco num time desses. Jogar sem meia é suicídio. E o equatoriano é o único que nós temos.


PS2: Mateus Norton não pode ser jogador profissional.


PS3: Se o Fluminense cair pra Série B, eu sinceramente não faço a menor ideia de quando - e se - vamos conseguir voltar pra primeira divisão.


PS4: Como chegamos no G-4 com esse elenco? Um acidente de percurso como poucas vezes vi na vida.


PS5: Eu sinto pena de dois homens: Jadson e Pedro. O segundo, especialmente, porque vira armador em diversos momentos. E não conseguiu finalizar hoje porque nunca estava na área. E não era culpa dele.