Atuação contra o Vasco não foi das melhores, mas é um bom primeiro passo para o Fluminense

Quando comentei, no texto pré-jogo, que achava que Vasco x Fluminense seria um jogo horrível, eu acabei acertando. Foi bem chatinho mesmo. Apesar da preocupação óbvia e evidente com o resultado num clássico contra o Cruzmaltino, eu tava mais preocupado em ver como o Flu jogaria na estreia de Marcelo Oliveira. E até que deu pra se animar um pouquinho.


Mas só um pouquinho, porque as peças são claramente muito fracas, com exceção de um ou outro nome. Em especial, o de Pedro Guilherme Abreu dos Santos. O camisa 9 das Laranjeiras que eu tanto já cornetei e hoje em dia me arrependo amargamente. Que centroavante maravilhoso. Em breve tá lá fora e pode ser até que cave uma vaguinha em testes pela Seleção mais pra frente.


Lucas Merçon/Fluminense FC
Lucas Merçon/Fluminense FC

O Fluminense seria melhor se pudéssemos escalar 11 Pedros a cada jogo


Parando de sonhar, vamos à análise do jogo: o Fluminense jogou num 4-4-2 losango (ou 4-1-2-1-2) e alternava bastante suas peças quando tinha de atacar e defender. A defesa no tradicional 4-4-2 me pareceu razoável. Achei a segunda linha de marcação muito estreita, dando espaços para inversões de jogada do Vasco. E a bola aérea defensiva segue sendo um filme de terror. A cada cruzamento na área tricolor, parece que todos os defensores se assustam como se vissem um fantasma no lugar de bola. E isso acontece faz MUITO tempo. Não à toa, o gol saiu assim, contando com a colaboração de Júlio César.




No ataque, um problema que amigos já haviam me alertado com Marcelo Oliveira: a recorrente ligação direta. Um inferno, mas que até deu certo quando conseguimos recuperar a segunda bola em um momento ou outro. Mas, para minha alegria - especialmente no primeiro tempo - o Fluminense abdicava da posse de bola e conseguia ser objetivo, avançando pelo campo com rapidez e levando mais perigo ao gol adversário. Paramos em uma boa atuação de Martín Silva. Liberar Ayrton enquanto Richard era o terceiro homem de zaga é um ponto positivo. Sair jogando com os dois zagueiros e com Júlio César, é um ponto tão negativo que até dói falar sobre. A pixotada quando nosso goleiro chutou o CHÃO ao invés de bola já explica tudo.


Ainda assim, vi o Fluminense fazendo, no mínimo, um jogo equilibrado contra o Vasco, sendo superior em alguns momentos. O gol que Pablo Dyego perdeu foi simplesmente surreal. E Pedro, sempre ele, conseguiu buscar o empate. Tudo pra fazer com que o time me fizesse passar raiva mais uma vez. Ao invés de tentar uma virada, claramente abdicaram de jogar futebol e preferiram deixar São Januário com um ponto.


Lucas Merçon/Fluminense FC
Lucas Merçon/Fluminense FC

'O que que eu fui fazer deixando o Júlio César sair jogando com os pés', se perguntava Marcelo Oliveira


Ok, o empate nem é ruim. Mas é um clássico. Tenta virar. Éramos melhores, o adversário tinha sentido. A torcida adversária também. Busca até o fim. Por favor. Mas vou relevar isso. Hoje. Se essa postura for recorrente, vai ser difícil aturar.


Um começo de trabalho animador porque mostra que Marcelo Oliveira, ao menos, conseguiu colocar sua cara no time. Porém, contudo, todavia, ainda precisa ajustar MUITA coisa pra que o sistema de jogo seja realmente eficaz. Especialmente nas bolas aéreas defensivas. Vamos ver no que dá.


E que vença o Fluminense.


PS1: O Pedro REALMENTE é melhor que o Giroud.


PS2: Pablo Dyego, meu filho....não tenho nem palavras.


PS3: Eu vou me tornar um ser humano mais feliz quando Matheus Alessandro parar de ciscar e fazer firula desnecessária a cada vez que recebe a bola.


PS4: Sobre a possível lesão de Sornoza: se fomos ruins com ele, somos piores sem ele. Volta logo, Papá.


PS5: Ibanez não pode ser reserva de ninguém nesse time. Por favor, Marcelo Oliveira, coloca o menino pra jogar. Aliás, o Thiago Silva tava treinando lá no CTPA....tem certeza de que não tem como colocar ele em campo? Aciona o jurídico aí, quem sabe?