Foi a alma de Mário Sérgio

Grêmio Oficial
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Everton aponta ao céus, agradecendo ao Camisa 11 que vive no firmamento


O Grêmio estava mal, dominado, nervoso, nevrálgico. Everton, um homem obscuro, que sai de sua caverna do banco de reservas, resolve o que tem que resolver e volta pro exílio, saiu da sombra mais uma vez, como ermitão esquecido, e com o pé da fé fez aquilo que ninguém imaginava, mas todos esperavam.

Everton sambou. Dançou o ballet que é destinado aos monstros. Pensou pouco, como se espera que pensem pouco os gênios. Fez que foi, que não foi e voltou. Chutou. A bola não tinha endereço, foi onde não devia, na vizinhança da gaveta. Um golaço inesperado.


Gazetapress
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A alma do eterno Mário Sérgio estava em Al Ain


Foi um gol vesgo, feito pela camisa 11. Um gol despretensioso, um gol revoltado, um gol necessário. Foi um gol da alma. Um gol da alma de Mário Sérgio. Everton não dominou, foi o Vesgo. Everton não driblou, foi o Vesgo. Everton não finalizou, foi o Vesgo.

A alma de todos os campeões do mundo estavam em campo. De Mazaropi a Hugo De Leon, de Baidek a China, de Paulo César Magalhães a Paulo Roberto, de Osvaldo a PC Caju, de Tarciso a Renato, até chegar em Mário Sérgio. O Vesgo estava lá, em alma, em gênio, em futebol. Everton destruiu o esporte, quebrou o silêncio do Mundial, encarnou, vestindo a 11 de Mário Sérgio, a genialidade de um dos maiores jogadores da história do futebol e mostrou ao mundo que o Grêmio não é de ocasião, o Grêmio é de história.