Culpar a arbitragem na final do Gauchão é um desrespeito ao Grêmio

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Jael e Everton foram os homens do jogo: o primeiro com assistências, o segundo com gols


Depois de um massacre, de uma partida de um time só, o Grêmio, que quando atuava na partida equiparado no 11 contra 11, beirava os 90% de posse de bola, botar a culpa na derrota do Brasil de Pelotas na arbitragem é palhaçada, um desrespeito ao Grêmio e ao futebol.

O Xavante veio disposto ao antijogo, na marcação apertada e na exploração dos contra-ataques. Nada contra, faz parte do esporte. Só que quando se faz rodízio de faltas em jogadores como Luan, com veemência e descaradamente, não se pode reclamar das consequências disso.


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Luan sofreu muitas faltas duras durante a partida


Vamos a uma linha do tempo: 2 minutos de jogo, rapa de Eder Sciola em Everton; 4 minutos, Alisson Farias faz falta em Luan; 13 minutos, falta de Alisson Farias em Arthur; 15 minutos, Luan sofre falta no campo defensivo e, neste momento, Anderson Daronco avisa que é para parar com o rodízio, senão irá advertir com amarelo; 34 minutos, Eder Sciola leva o primeiro amarelo por colocar a mão na bola em um chute de Arthur; 38 minutos, Luan sofre falta de Leandro Camilo; 43 minutos, Ramiro sofre falta; 44 minutos, Jael sofre falta de Heverton; 45 minutos, Eder Sciola faz falta imprudente em Luan e é expulso.

O lance que origina a expulsão de Eder Sciola se iguala à falta de Zuniga em Neymar, na Copa do Mundo de 2014: o jogador sobe para alcançar a bola, acerta uma joelhada nas costas do adversário, caindo por cima do mesmo. É lance pra cartão amarelo e a regra foi aplicada, assim como fora no primeiro cartão de Eder Sciola, ao se jogar em direção a um chute com os braços abertos.


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O lance: Eder Sciola atropela Luan ao tentar alcançar a bola, acertando uma joelhada no gremista, sendo expulso logo depois


Imputar na arbitragem a responsabilidade do resultado é desonestidade, é querer equiparar tecnicamente times que não são equiparáveis: é o atual campeão da Libertadores, com uma base montada há anos contra um time que está na segunda divisão do Brasileirão, que jogou sua primeira temporada pós-acesso no ano passado. Isso é simplesmente lógica. Se respeita o Brasil e se espera que o Brasil respeite o Grêmio, sua grandeza e atual qualidade.

No jogo da volta, no próximo domingo, a arbitragem, sim, preocupa. Leandro Vuaden será o homem do apito e tem um longo histórico de vista grossa para truculência e violência, mascarado sob uma embalagem de “europeu”. O último Grenal do Gauchão ficou claro. Jogadores colorados com cartão amarelo tinham carta branca pra bater, como Rodrigo Dourado, que era pra ter sido expulso diversas vezes. Domingo, o que se espera é dignidade e jogo limpo, sem apelação do Xavante e moleza disciplinar do árbitro. Espera-se que respeitem o futebol.