Desequilíbrio no ataque do Grêmio é só uma marolinha

Grêmio Oficial
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Desde que voltou ao time, Everton mostrou grande poderio ofensivo


Se olharmos os números crus do Grêmio no mês de maio, perceberemos que são estatísticas espetaculares. São 6 vitórias e 3 empates em 9 jogos; 17 gols marcados e apenas 3 sofridos. O que os números totais mascaram é um leve desequilíbrio que está fazendo o time sofrer ultimamente.

Fora a questão de estar invicto e não ser muito ameaçado pelos adversários, a boa estatística engorda com três partidas, as três primeiras do mês: 5 a 0 contra o Cerro Porteño na Libertadores, 5 a 1 contra o Santos no Brasileirão e 3 a 1 contra o Goiás na Copa do Brasil. Em três jogos, 13 dos 17 gols marcados. Depois disso, seis partidas, com 4 gols marcados, um desempenho muito menor no dobro de jogos.


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Substituindo Geromel, Bressan vem fazendo um bom feijão com arroz


O desequilíbrio começou no clássico Grenal, terminado em 0 a 0, em que o Grêmio fora amplamente superior, acabando a partida com quase 80% de posse de bola. A retranca colorada surtiu efeito. Apesar da superioridade, o Grêmio criou pouco e não ameaçou muito o gol do rival.

Iguais à partida contra o Internacional, foram os empates contra Paraná e Fluminense – este último, com uma clara melhora ofensiva. Nas vitórias contra Monagas, Defensor e Ceará, a impressão é que o Grêmio fez o que podia fazer para vencer, não arriscando mais do que os gols marcados.

O lado bom é que a defesa ainda é muito forte, quase impenetrável. Os adversários que conseguem cruzar pela marcação dos volantes, pela qualidade dos zagueiros, acabam esbarrando em Marcelo Grohe. Nos empates sem gols, os adversários também não tiveram presença ofensiva – com exceção do jogo contra o Fluminense, em que o tricolor carioca chegou forte em algumas oportunidades.


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Renato tem o time na mão e sabe o que precisa fazer


Essa nova maneira de jogar que Renato Portaluppi implementou ao Grêmio, com muita posse e toque de bola, é um dos maiores acertos da história do clube, vide as arrasadoras goleadas que vinha impondo recentemente. Na atual fase, parece que falta certa ousadia em alguns momentos, falta arriscar um pouco mais, com os atletas se atendo a trocar passes ao redor da grande área.

O retorno de Everton, por exemplo, deu outra dinâmica ofensiva ao time, um indício signigicante de melhora. O Grêmio tem ajustes a fazer no time. Apenas isso, ajustes. Quando as engrenagens voltares a rodar como estavam – e vão -, o time voltará ao caminho das vitórias mais tranqüilas e elásticas. É só uma marolinha no fantástico mundo deste novo Grêmio.