Com drama e recorde, a Inter segue surpreendendo

Divulgação/Internazionale
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Um careca completando cruzamento na segunda trave? #CambiassoFeelings


Depois de tudo que já vi nesta década, gostaria de ficar em silêncio e apenas aproveitar o momento. Mas é impossível não repercutir a melhor arrancada da história da Inter na era dos três pontos na Serie A: 29 pontos, nove vitórias e dois empates. A Inter de Ronaldo não fez isso, a incrível Inter de Mancini em 2006/07 não fez isso e nem mesmo a Inter do Triplete fez isso. Considerando o histórico geral do único clube a ter disputado todas as temporadas da primeira divisão do futebol italiano, somente a Inter dos Recordes de 1988/89 teve melhor desempenho após 11 rodadas.


Nesta altura do campeonato de um ano atrás, o time de Frank de Boer perdia para a Sampdoria e o treinador holandês seria demitido logo depois. Na 12ª posição, somava 14 pontos com quatro vitórias, dois empates e cinco derrotas. Os 15 pontos de vantagem de hoje representam muito para a equipe de Luciano Spalletti, que, na verdade, não sofreu grandes mudanças em relação ao time de cinco meses atrás. Skriniar, Vecino e Borja Valero são as únicas novidades, além, claro, a maior de todas: o próprio treinador, que trouxe outra mentalidade para o grupo, apoiado por todas as mudanças em campo.


Em 2016, a Inter estava 13 pontos atrás da líder Juventus (27), nove da vice Roma (23), oito do terceiro Milan (22), sete da quarta Lazio (21) e seis do quinto Napoli (20). Em contrapartida, assim como a Beneamata, os napolitanos também superaram seu recorde e hoje lideram com 31 pontos, enquanto Juventus e Lazio acompanham muito próximo com 28. A Roma, que ainda tem um jogo a menos, soma 24. Está tudo tão igual, que quatro equipes tropeçaram apenas duas vezes e somente o Napoli teve um jogo sem vencer (contra a Inter). Proximidade que não permite vacilos e exige total atenção a cada rodada.


Reprodução/Internazionale
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Restam apenas alguns milhares de lugares no terceiro andar ou na área nobre (e caríssima) do San Siro para o Inter-Torino deste domingo, às 9h30 de Brasília


Ontem, no fechamento da rodada, os nerazzurri estavam pressionados depois das vitórias dos rivais no G5, e com muito drama conseguiu manter o tabu de 25 anos sem perder para Verona, com os três pontos garantidos no belo gol de Perisic, novamente decisivo. Citamos acima que Skriniar, Vecino e Borja são as únicas novidades, e foram eles os melhores em campo, mostrando mais uma vez serem peças importantes no sistema, fundamentais nas suas respectivas funções. Poderia ter sido um jogo mais fácil se a equipe tivesse concluído melhor o primeiro tempo, mas o 2 a 1 fora de casa serviu.


O maior desafio para os comandados de Spalletti agora é tirar a desvantagem da temporada passada, quando, com 62 pontos na sétima posição, ficou 29 atrás da Juventus, 25 da Roma, 24 do Napoli e oito da Lazio. É uma diferença brutal para se recuperar, mas se trata de um campeonato novo, e a diferença, por enquanto, se restringe ao campo técnico e psicológico. A torcida é uma forte aliada para o time seguir superando seus limites, e contra o Torino, no almoço de domingo, mais de 70 mil ingressos foram vendidos, com expectativa para chegar a 75 milhares de cabeças. É um número incrível, e sem precedentes desde 2010/11 (excluindo os dérbis), quando os interistas ainda festejavam o triplete.