A Inter voltou aos trilhos, mas segue sujeita aos velhos vícios

Divulgação/Internazionale
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Parecia impossível depois de três meses com o elenco adormecido, mas em março a Inter voltou a jogar futebol de verdade. Após superar a sequência de oito partidas sem vencer no campeonato, o elenco nerazzurro começou a reagir a partir do confronto com o Napoli. O time tornou a ser organizado, seguir uma estratégia bem treinada durante a semana e executar o plano com sucesso.


Spalletti procurou adaptar seu sistema de jogo, que ficou bastante marcado na primeira parte da temporada pela força na direita com D’Ambrosio, Candreva, Vecino e Borja Valero saindo, organizando e criando para Icardi e Perisic ganharem os jogos - algo que ainda persegue Spalletti. Plano que eventualmente se tornou óbvio e passou a ser anulado. No entanto, Cancelo deu nova vida para o time a partir da direita, Gagliardini, Brozovic e Rafinha assumiram o centro, Candreva e Perisic saíram das posições fixas nas pontas e Icardi voltou a fazer gols.


Até a última semana: empate com o Milan na quarta-feira e derrota para o Torino no domingo, com exibições abaixo da expectativa ou erros fatais de todos os citados acima. Para o bem e para o mal, é o comportamento dos jogadores que condiciona os resultados, especialmente em um clube com uma estrutura tão frágil quanto a Inter. Depois de todos esses anos fracassando em seguir um projeto após o Triplete, ainda não aprendemos a lição e esses pequenos tropeços custam mais do que deveria.


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Quando o time consegue jogar futebol e ganha jogos, algum (ou vários) problema (s) surge (m) para minar tudo. No final do ano passado, os jogadores começaram a cair de rendimento depois do empate com a Juventus por alguns fatores: condição física prejudicada pela preparação ruim, perda de confiança com a primeira derrota na temporada e a falta de opções para o treinador melhorar o time.


Contra Milan e Torino, assim como contra Napoli, Sampdoria e Verona, a equipe jogou bem. A única exceção nessa série foi a falta de ataques contra os napolitanos, o que não aconteceu na última semana. A bola sempre esteve sob controle e os jogadores conseguiram atacar o gol adversário, mas aconteceu o inesperado: Icardi perdeu dois gols inacreditáveis, teve um corretamente anulado e outro impedimento inexistente. Já Miranda, Perisic e Rafinha acertaram a trave, enquanto Sirigu teve uma tarde de Yashin.


São os velhos vícios de um clube que não disputa a Champions League há sete temporadas. Foram 24 rodadas seguidas no G4, posição perdida na derrota para o Genoa em fevereiro e recuperada em março por mais algumas semanas até a derrota do último domingo - Lazio e Roma estão na frente por um ponto. Mas a tabela está a favor da Inter: vantagem no confronto direto contra Roma e Milan (teoricamente oito pontos atrás) e adversários mais acessíveis do que a Lazio, que será justamente a última partida do ano.


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Com 21 pontos em disputa, o time terá pela frente a Atalanta neste sábado, um adversário sempre complicado, especialmente com Gasperini do outro lado - Mazzarri que o diga -, e depois enfrentará os desmotivados Cagliari, Chievo, Udinese e Sassuolo, com um Derby d’Italia antes dos friulanos fechando o mês de abril. Foi exatamente nesse período que o grupo caiu no primeiro turno, quando após golear o Chievo por 5 a 0 ficou dez partidas e dois meses sem vencer um jogo.


Os tropeços da última semana assustam, mas significou muito o time ter mantido a estratégia e a calma, e isso não pode ser perdido outra vez nas próximas rodadas. É a arrancada final e a enésima chance de voltar para o futebol que conta na Europa, mas para isso a Inter terá que superar seus vícios.


Inter Club


Companheiros interistas, pela enésima vez venho aproveitar o espaço para convidá-los a ajudar o @_InterdeMilaoBR e criar o primeiro Inter Club no país, um fã-clube oficial ligado diretamente à Inter e que dá diversas oportunidades para os membros. Basta entrar em contato pelo e-mail interdemilaobrasiloficial@gmail.com.


Estou na Irlanda há um mês e desde então tive a oportunidade de acompanhar três partidas com o Inter Club Dublin. É uma experiência fantástica para quem não mora em Milão e não tem condições de ir ao San Siro a cada duas rodadas, e acho inacreditável o clube de Ronaldo, Adriano, Jair da Costa, Júlio César, Maicon, Lúcio, Thiago Motta, Miranda, Rafinha e entre outras figuras não ter uma torcida representando o clube no Brasil.


Até escolhinhas de futebol, através dos projetos Inter Campus e Inter Academy, e um perfil oficial no Twitter temos no país. Nos ajudem!