Inter: a boa filha a casa torna

 Divulgação/Internazionale




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O que parecia uma história infinita finalmente chegou ao fim: a Inter está de volta para a maior competição de clubes do futebol europeu. Vaga conquistada ao melhor estilo Pazza Inter e vingança enfim realizada contra a Lazio quando tudo parecia perdido para o time de Spalletti, Icardi e… D’Ambrosio e Vecino. Heróis improváveis, a dupla fez gols decisivos para a virada no Olímpico junto com o capitão e artilheiro interista.


Não deixa de ser uma conquista coletiva, mas o grande cabeça do retorno é Luciano Spalletti. Um ano atrás, na época da sua contratação, escrevi que “a ideia é de um projeto com resultados imediatos, visando única e exclusivamente o retorno da Liga dos Campeões no calendário interista”. Missão dada, missão cumprida. O treinador mudou radicalmente a mentalidade de um grupo que não sofreu grandes mudanças e superou graves problemas durante o percurso.




Foram seis longas temporadas longe da Liga dos Campeões, competição que o clube sempre esteve habituado a disputar desde sua reforma nos anos 90. Inclusive, a próxima temporada marcará a 14ª participação da Beneamata em duas décadas, ausente somente no assombrado ano de 2002, quando foi semifinalista da Copa Uefa e perdeu o scudetto na última rodada, além, é claro, dos últimos seis anos.


A campanha #InterIsComing, ridicularizada no verão por causa da movimentação pequena da direção no mercado de transferências enquanto o vizinho gastou mais de 200 milhões de euros, foi correspondida e agora virou #InterIsHere. Para atingir o objetivo traçado no início da temporada, a equipe teve que fazer dez pontos a mais do que em 2016/17, conquistando apenas uma vitória a mais, mas sofrendo oito derrotas e 19 gols a menos.


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Além do prestígio óbvio de retornar para a Liga dos Campeões, outro motivo muito comemorado se deve pelo lado financeiro da coisa. Entre as limitações impostas pelo Fair Play Financeiro e as dívidas acumuladas na última década, o clube terá um alívio considerável nas suas contas com bônus que não contava desde 2013. Em todos os contratos com os parceiros comerciais, como Suning, Pirelli e Nike, há cláusulas generosas.


Com valores ainda por definir pela Lega Serie A e a Uefa, é certo que a vitória do último domingo garantiu entre 30 e 40 milhões para os cofres do clube. Dinheiro que estará presente nos próximos dois balanços financeiros, o que fechará agora em junho e o do próximo ano, como reportado pelo Calcio & Finanza. São entre 15 e 20 milhões pela classificação, pouco mais de 10 milhões de bônus dos patrocinadores e toda a grana da próxima temporada com as premiações da Uefa e as demais arrecadações comerciais.


Mas como reflexo de seis anos longe da competição, além das participações fracas na Liga Europa, a Inter estará apenas no quarto pote do sorteio para a fase de grupos. Entre os possíveis adversários, que serão definidos em 30 de agosto, estão os campeões nacionais Barcelona, Bayern, City, PSG e Lokomotiv, além de Atlético e o vencedor da final de Kiev entre Madrid e Liverpool, já o perdedor se juntará a Porto, United, Shakhtar, Dortmund e Tottenham no pote 2, enquanto o pote 3 conta com Schalke, Lyon, Monaco, CSKA, Valencia, Viktoria Plzen, Club Brugge e Galatasaray.