Juventus levando bordoada e ouvindo 'olé' da Sampdoria: até quando?

A torcida no Marassi começou a cantar “olé” faltando 15 minutos para o jogo acabar. Gonzalo Higuaín e Paulo Dybala descontaram nos acréscimos, mas a Juventus tomou uma surra porque quis de uma Sampdoria mais uma vez excelente como mandante. Ter diminuído a diferença para o Napoli, líder, na última rodada de nada adiantou; os partenopei, agora, seguem quatro pontos na frente.



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A decisão do técnico Massimiliano Allegri de poupar Dybala, Alex Sandro e Douglas Costa (este, de última hora) visava o confronto final da fase de grupos da Liga dos Campeões. Na próxima quarta (22), a Juve recebe o Barcelona. De início, não houve preocupação: Federico Bernardeschi começou bem, Miralem Pjanic tentava controlar o meio de campo e a defesa não mostrava sinais de desespero.


Getty Images
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Mandzukic fez um jogo tenebroso


O problema é a chave que, vira e mexe, alguém desliga. É um tempo bom, outro péssimo. A situação é agravada quando, no tempo bom, os gols não saem. Ataque atrás de ataque e ninguém consegue chutar na direção da meta. Quando finalmente o goleiro trabalha – em finalização de Juan Cuadrado –, a defesa acontece. (Este lance do colombiano, em especial, foi estúpido: recebeu excelente passe de Gonzalo Higuaín nas costas de Ivan Strinic e, ao avançar na direção do gol, era como assistir um computador antigo prestes a mostrar um erro do Windows. Não tocou, não cruzou e optou pelo pior resultado possível.)


A Juve, entretanto, não perdeu para a própria incompetência. Marco Giampaolo tem feito um trabalho incrível num time que perdeu três jogadores importantes no verão (Milan Skriniar, Patrik Schick e Luis Muriel). Pressão no campo de ataque quando possível, marcação cerrada na defesa e uma barreira quase intransponível liderada por um volante astuto e que é uma das principais revelações da liga: Lucas Torreira. Note que, uma temporada depois, outro meio-campista acaba com a Juventus no Luigi Ferraris – ano passado, Tomas Rincón garantiu sua vaga no plantel bianconero após daquele 3 a 0 incrível do Genoa.


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Em nenhum momento da partida parecia que a Samp perderia. E no segundo tempo, numa onda de investidas rápidas, debulhou o sistema defensivo juventino, fragilizado, com três gols rápidos: Duvan Zapata – contra o bianconero, sempre ele… –, Gian Marco Ferrari e o próprio Torreira. Aqui, algumas observações: enquanto o primeiro tento foi uma trapalhada compartilhada por Kwadwo Asamoah e Bernardeschi, os outros tiveram muita interferência de Sami Khedira. O alemão está em uma rotação completamente diferente dos outros jogadores e a escalação dele compromete todo o time.


A opção de descansar os atletas, ao fim da partida, pode ser criticada. Afinal, a Sampdoria vinha de sete vitórias em casa – ou seja, permanece invicta em Gênova –, e o jogo que sucede o confronto europeu é contra o Crotone, em Turim. Não dava para Dybala ter começado o jogo mesmo depois de não ter participado das partidas pela Argentina?


Caso a Juventus atue assim na quarta-feira, ei, Barcelona: tenha piedade.