A Juventus precisa se reforçar para o restante da temporada?

O mercado de inverno na Itália ainda tem muitos monitoramentos e poucas concretizações. Exceto Benevento, Spal e Verona, os clubes contrataram somente uma peça ou nem isso. A Juventus, por exemplo, tem verificado algumas opções visando a próxima temporada, e não para reforçar o clube neste segundo semestre. O bianconero, como tem sido frequente, não deve entrar em leilões em janeiro – sobretudo porque não precisa da maioria destes especulados para ontem.



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As negociações mais quentes são para o meio-campo. Emre Can parece ser o alvo principal – ou, pelo menos, o mais óbvio – para integrar o elenco após a Copa do Mundo a custo zero. A comparação clichê é com o compatriota alemão, mas ela faz sentido: Can é o Sami Khedira que está jogando bem. Além disso, tem potencial para virar um titular indiscutível (caso permaneça livre das lesões e, mais que isso, perca alguns movimentos falhos que foram iniciados por medo de se machucar novamente).


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Custo zero por Emre Can: ótimo negócio


No fim da última semana, o diretor Giuseppe Marotta se encontrou com o staff da Sampdoria para discutir as situações dos meias Dennis Praet e Lucas Torreira, e do atacante David Kowniacki. Destes, a do belga é a que soa promissora – pelo menos de acordo com o agente dele: “o acordo com a Juve não está feito. Acredito que Dennis dará o próximo passo na carreira após essa temporada”, declarou Martin Riha ao jornal belga Sportwereld.


É um pouco complicado entender porque as negociações com Can e Praet correriam em paralelo sendo que os jogadores não são complementares. O belga tem muito mais bola que tem jogado com Marco Giampaolo e certamente compreenderia o possível esquema com três meio-campistas na Juve, entretanto, Praet é um reforço parecido com Can e que falta eficiência defensiva. Com Blaise Matuidi cada vez mais titular e Khedira rejeitando a MLS, trazer dois atletas com o mesmo perfil parece desnecessário.


A Velha Senhora também procura negócio com um entre Nicolò Barella, Bryan Cristante e Lorenzo Pellegrini. As conversas com o primeiro, do Cagliari, são as que estão mais avançadas. As diretorias de Juve e Atalanta são próximas (o CEO dos nerazzurri, Luca Percassi, disse que o meia “gosta muito de [Massimiliano] Allegri; vamos ver como será”) e o último tem atuado pouco pela Roma, contudo, o La Stampa afirmou que propostas para a dupla não aconteceram. Como mencionado, a transferência, caso aconteça, somente em 2018 – até porque a Juventus tem concorrência suficiente no setor (até que não está jogando na posição original, Stefano Sturaro, deve seguir no clube nos próximos meses).


As contratações chocantes, listando os monitorados, seriam também para o meio-campo. Sergej Milinkovic-Savic seria um acréscimo monumental para nove a cada 10 times – entre eles, a Juve. O sérvio tem jogado cada vez melhor e vê-lo atuar ao lado de Miralem Pjanic é um sonho bonito. O problema é que existe a Lazio: as operações com o clube são extremamente complicadas – o imbróglio por Baldé Keita em 2017 é um exemplo – e o presidente laziale, Claudio Lotito, costuma não afrouxar as rédeas quando a Juventus entra no páreo.


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Juventus está apaixonada por Özil desde 1897, basicamente


Mesut Özil, por outro lado, é romance antigo. O bianconero busca o armador desde as péssimas temporadas antes do hexacampeonato consecutivo. Desta vez parece que a transação é menos complexa que com o Werder Bremen ou Real Madrid – pelo menos do ponto de vista contratual: o vínculo com o Arsenal acaba em junho e ele não deve renovar. No entanto, existe a disputa com o Manchester United… Por enquanto, nada foi falado de Toni Kroos ou Luka Modric, mesmo com o Real Madrid em má fase (mas Dani Ceballos foi observado).


Reforçar outras posições dependem mais de quem está no clube que a qualidade do contratado. Buscar um novo atacante só se Mario Mandzukic saísse – e ele declinou novamente o futebol chinês e, a novidade deste janeiro, o Besiktas. O empréstimo de Marko Pjaca ao Schalke 04 não modifica muito o que tem acontecido no Piemonte: Douglas Costa e Federico Bernardeschi revezando enquanto Juan Cuadrado se recupera de lesão.


A lateral esquerda segue na mesma: só teria uma nova cara caso Alex Sandro optasse pela fuga. Nesta circustância, as opções são explícitas: Emerson Palmieri, José Gayà e Wendell. A Roma pede 25 milhões de euros pelo brasileiro, Valencia aceita negociar o ala e o preferido é o ex-Grêmio, que chegaria somente em junho ocupando a vaga de extra-comunitário (com a Juventus vendendo um não-europeu).