Três vitórias e invicta mesmo sem o melhor Ronaldo: a Juventus está tranquila

A noite no Ennio Tardini estava propícia para uma goleada retumbante da Juventus. Assim como na estreia, o bianconero flertou com a derrota em mais oportunidades que com o adversário mais difícil deste início de temporada. Problemas? Alguns. Soluções? Várias – e com nove pontos em nove disputados para dar certa tranquilidade durante a pausa internacional.



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Algumas manchetes destacam a vitória da Senhora em mais uma partida sem gols de Cristiano Ronaldo. O terceiro jogo de um jejum incomum, mas nem tanto: na temporada passada, ele virou o ano com quatro gols em La Liga. Em março, somava 22 e era o vice-artilheiro. No confronto ante o Parma, destaco somente que foi o menos expressivo do português.


Getty Images
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Matuidi e Mandzukic foram os destaques do jogo


Os primeiros passos do camisa 7 em Turim mostram como ele deseja se provar e como o grupo pretende ajudá-lo nesta tarefa. Por si, algumas jogadas são pouco pensadas; pelo coletivo, a afobação atrai o fim errado. A Juve, por exemplo, tem cruzado 50% a mais que a própria média recente do clube – levantar mais de 30 bolas na área não era primordial nem quando Fernando Llorente atuava com essa mesma camisa. O resultado foi vantagens da defesa de Chievo, Lazio e Parma, principalmente com Ronaldo brigando com três defensores, sozinho.


Enquanto a reserva de Paulo Dybala tem explicação física (o técnico diz que ele ainda não tem plenas condições de jogo), a titularidade de Sami Khedira continua sendo questionável. Até o último ano, Massimiliano Allegri apostava num meio-campo de força (e por isso Rodrigo Bentancur não conseguiu mais chances) para contrapor à leveza de ter Dybala, Douglas Costa e Juan Cuadrado mais à frente.


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A formação é indiferente. Cada vez mais Khedira se transforma em um Paulinho, que é escalado para pisar na área rival como elemento surpresa, ao passo que a marcação fica comprometida. Os gols sofridos fora de casa foram uma mescla do posicionamento ruim de um sistema defensivo sem Blaise Matuidi, no primeiro jogo, e pela aproximação inconsistente do alemão contra o Parma. Ambos, também, contaram com fraquejadas de Leonardo Bonucci.


De qualquer forma, os motivos para preocupação momentânea beiram a nulidade. Allegri, aliás, ainda nem ficou tão nervoso! Nos últimos cinco anos ele comprovou que os resultados do outono fazem parte de uma preparação para que o time evolua rumo ao inverno. Atualmente, aliás, essa organização não está completa – os jogadores que avançaram às fases finais da Copa do Mundo iniciaram os treinamentos mais tarde.


Até o inverno tem chão, mas os nove pontos dão equilíbrio e calmaria para que o trabalho seja retocado até a rodada primeira da Liga dos Campeões, contra o Valencia. O próximo dia 19 ainda é outono.