A Juve mudou, mas segue completamente igual

Dois jogos do campeonato e duas vitórias. A última contra a Udinese por 2 a 0, em casa. Três pontos conquistados sem muitos problemas para uma Juventus modificada, porém, completamente parecida em alguns aspectos com a das últimas temporadas.


Getty Images
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Marchisio marcou o segundo gol do jogo com um bom chute de fora da área


No confronto diante o rival bianconero, Allegri viu muitos de seus comandados atuarem o fino. A proposta foi permanecer no sistema tático com três zagueiros, sempre dando liberdade para Cáceres e Ogbonna subirem com a bola, recuar Marchisio e trocar passar no campo de ataque. Com Conte, o que se via, quando um dos meio-campistas não estava ligado na partida - sobretudo Pirlo -, era a conexão direta de Bonucci para um dos atacantes.


Contra a Udinese, os jogadores do meio fizeram um primeiro tempo irretocável. Na posição de Pirlo, Marchisio correu menos e pensou mais. Pereyra recebeu o espírito de Vidal e mostrou porque foi contratado: incansável, ótima ligação com Lichtsteiner e Marchisio e rápida recomposição defensiva. Pogba só não foi o Pogba de sempre porque teve chance clara de marcar, mas chutou em cima do goleiro Karnezis.


A Juventus, durante a primeira etapa, não deixou a Udinese tocar na bola. Foram praticamente 45 minutos de pressão. O resultado de 1 a 0 - gol de Tévez, assistência de Lichtsteiner - foi pouquíssimo. Quando Conte ainda comandava a equipe, a Juve tinha certos apagões quando se via liderando a partida. Não aconteceu isso no primeiro tempo. 


Contudo, para não mudar muita coisa entre os comandos técnicos, a Velha Senhora deixou o adversário com a bola, na etapa final, e abdicou de atacar com veemência. Está certo que Bubnjic teve um gol (corretamente) anulado, mas Buffon não teve trabalho algum. Cáceres e Ogbonna, subtituindo Barzagli e Chiellini, respectivamente, foram espetaculares.


Evra, por outro lado, ainda está aquém do esperado. Ao fim da partida, ele afirmou que "o jogo é menos intenso que na Inglaterra e mais tático". A adaptação de estilo evidentemente não aconteceu. Aos 33 anos, dificilmente o francês vai melhorar seu cruzamento. De acordo com as estatísticas do WhoScored, ele errou as cinco bolas alçadas que tentou - sua melhor temporada pelo Manchester United no fundamento foi a de 2013-14, com 0,9 certos por partida. Contudo, a intensa movimentação ofensiva da Juventus exige uma constante participação dos alas (ele tocou 51 vezes na bola). Asamoah, hoje, precisa ser o dono da posição.