Complacência mostra que maior adversário da Juventus é ela mesma

Quando o treinador deixa o campo dizendo que o jogo foi o melhor exemplo de um time que se desligou completamente, algo existe. A frase de Massimiliano Allegri após o empate com o Genoa, neste sábado, consegue resumir a partida e o início de temporada da Juventus. O grande adversário do time ainda é ele mesmo.



Curta o Gazzebra no Facebook. Siga Murillo Moret no Twitter.



Perder o aproveitamento perfeito na Serie A com Daniel Bessa desviando um cruzamento na pequena área sem qualquer aproximação dos defensores é uma desatenção absurda de quem – como Allegri levantou – já estava pensando no Manchester United. João Cancelo observou, Leonardo Bonucci ficou parado e Wojciech Szczesny ficou sem reação.


Getty Images
Getty Images

Adivinha quem errou no gol


  


Tempos distintos não são incomuns, mas o deste sábado foi lamentável. O primeiro foi excelente, com Cancelo, Cristiano Ronaldo e Miralem Pjanic em destaque. Os próprios zagueiros também foram bem no combate com Christian Kouame e Krzysztof Piatek, artilheiro do campeonato. Aí o jogo fácil sobe à cabeça. É um drible a mais aqui, um contra-ataque mal pensado ali, uma corrida imbecil acolá.


A partir do momento em que o Genoa percebeu a complacência, a equipe cresceu: Domenico Criscito não perdeu mais na zaga, Sandro ganhou confiança, Piatek testou Szczesny duas vezes e, bem, Kouame achou Bessa.


ESPN.com.br | Ronaldo marca, estabelece recorde, mas Juventus empata com Genoa e perde o 100% na temporada


A grande exibição da Juventus no ano foi a vitória por 3 a 1 contra o Napoli, há praticamente um mês. Foi nesta partida que a equipe realmente foi testada por um adversário à altura – teria sido o Valencia caso os espanhóis tivessem se preocupado mais em jogar bola. O bianconero já tinha dado mostras de ternura para com os rivais ante Parma e Sassuolo, mas a generosidade contra o Genoa extrapolou o limite.