Juve: liderança do grupo para enfrentar justamente o Atlético

Não foi Francesco Totti quem tirou as bolinhas, mas dessa vez a Uefa não colaborou com um sorteio mais agradável para a Juventus. A liderança do grupo culmina no inevitável confronto ante o Atlético de Madrid justamente na primeira eliminatória em busca do título da Liga dos Campeões.



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Considerando a atual temporada, os espanhois seguem com desempenho excelente: próximo ao líder Barcelona no campeonato nacional e vice em seu grupo pelo critério de desempate. Juve e Atleti, assim, praticamente se assemelham ao estilo de jogo pouco formidável e invariavelmente prático, talhado em defesas duras, atacantes de classe mundial e treinadores que não se importam com brilhantismo estiloso. 


Getty Images
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Juventus contra o Torino: poucas chances e um pênalti salvador de Ronaldo


O indicativo de uma partida de certa forma mais confortável parte da premissa que o sorteio podia ter colocado Schalke 04, Ajax, Lyon e Tottenham no caminho bianconero. As maiores probabilidades eram de Atleti e Liverpool – do jeito que terminou a última temporada, creio que fugir dos Reds logo nas oitavas é algo considerável.


Tem muita bola para rolar e blá-blá-blá, o de sempre. Afinal, tem chão até fevereiro e somente um jogo pesado entre as pernas - Napoli, fora, no começo do mês seguinte. Até lá, o prognóstico é pelo retorno de João Cancelo, operado do joelho, e com mais de 20 dias para adquirir ritmo de jogo. A presença dele é vital porque…


Se as casas de aposta apontam o favoritismo juventino, lembre-se que o time vem das piores apresentações do ano - e ainda assim venceu dois jogos. Vencer o dérbi contra a Inter mostrou a tenacidade de uma Juventus que foi atacada, viu a rival acertar a trave (com Roberto Gagliardini), acordou com uma atuação monstruosa de Giorgio Chiellini e ganhou com Mario Mandzukic. Neste jogo, Cancelo (como de praxe) azucrinava o lateral oposto mas deixava a desejar atrás. Matteo Politano só foi anulado quando ele e Mattia De Sciglio trocaram de lado; os dois subiram de produção e a Inter declinou.


Na Champions, já qualificada, sucumbiu com uma defesa completamente desbaratinada (Leonardo Bonucci e Daniele Rugani), mas quase empatou com os gols - um válido e outro não – com 20 minutos de Paulo Dybala. O clássico regional contra o Torino encerra o trio feiúra com um jogo de sangrar os olhos. Não sei como Andrea Belotti conseguiu jogar até o final depois de tanta pancada que tomou.


O problema – ou a solução – é que a Juventus sabe se comportar nas partidas que realmente lhe interessa. Tomara que seja assim no Wanda Metropolitano.