A Juventus finalmente conhece o Sr. Champions – desta vez com Ronaldo do seu lado

Colossal. Épico. Grandioso. Gigantesco. Monstruoso. Formidável. Enorme. Extraordinário. Titânico. A sina do Atlético de Madrid continua na Liga dos Campeões porque Cristiano Ronaldo é simplesmente formidável. A Juventus passou de favorita para potencial eliminada para a grande vitoriosa nessa fase maluca da competição com um jogo irretocável. A diferença que faz quando o português está deste lado…



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O 3 a 0 desta terça-feira, na Allianz, foi a fase que faltava ao adversário no caderno de Ronaldo. Duas finais, uma quartas, a semi da temporada passada. Todos os confrontos com Ronaldo sendo decisivo. Carrasco por carrasco, esta foi a quarta vez que ele conseguiu uma tripletta contra o rival local do ex-clube – três em cima de Oblak, o que, pessoalmente, é ainda mais notável.


Getty Images
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Um, dois, três: Ronaldo contra o Atlético é algo


O que aconteceu em Turim foi o tom da contratação mais arriscada do ano, do reforço mais caro da história da Juventus. Ter Ronaldo – ou Messi – ao seu lado é garantia de que o impossível se torne difícil ou que o difícil se torne um pouco menos trabalhoso. Se o Atleti deu as cartas de forma precisa no Wanda Metropolitano, o bianconero foi impecável no jogo de volta atuando com (e não somente para) o camisa 7.


Porque, vá lá, três gols não têm discussão. É bola do jogo para casa, sorriso largo e respiração confortável ao chegar no vestiário. Dono da partida. Bernardeschi, porém, mostrou porque ele consegue ser uma peça mais sólida que Dybala no atual time: assistência no primeiro gol e sofreu o pênalti do terceiro depois de uma arrancada excelente para coroar uma exibição digna dos grandes. Enquanto Ronaldo descansou contra a Udinese, na última sexta (8), o externo juntou forças desde a partida, pois já vinha de uma boa atuação.


Kean foi o grande vencedor naquele último jogo da Serie A, com dois gols. Neste, foi Spinazzola quem saiu por cima, aproveitando a suspensão de Alex Sandro e a lesão de De Sciglio. Saiu cansado justamente pois não deu sossego a Arias e lembrou os bons momentos do brasileiro nos primeiros dois anos depois que chegou do Porto. Can, também: terceiro zagueiro numa Juve audaciosa durante 60 minutos, atacando sem parar, e consistente como lateral-direito no tempo final.


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A classificação acontece, conjuntamente, com uma apresentação sofrível do Atlético. A ausência de Partey desmembrou o meio-campo compacto da ida e Lemar foi o ponto fraco – como alertado no texto do outro jogo. A improvisação de Juanfran na lateral que sentiu falta de Filipe Luís caiu por terra logo no primeiro gol, quando Ronaldo o engoliu pelo alto. Com Cancelo muito aberto e Bernardeschi atuando entre o centroavante e a lateral, o setor ficou congestionado e o Atleti lidou mal.


Em paralelo, esse também foi o jogo de Allegri. Pelas escolhas (três zagueiros, Dybala na reserva, Kean entrando – e quase marcando) e pela tranquilidade na partida que sucedeu o acerto do técnico favorito a ficar com o seu cargo de volta ao Real Madrid. Não significa que ele permanecerá para a temporada próxima, tampouco que o ciclo não esteja finalizado. Mas ele provou que alguns ajustes podem fazer a Juve competir e, quem sabe, chegar longe na atual edição continental.


Pressão, intensidade, fome e vontade. Poucas vezes na temporada a Juventus fez um jogo assim, daqueles dignos de uma superioridade teórica – e tantas vezes prática. No pós-jogo, Ronaldo falou que essa é a mentalidade da Champions. A contratação, assim, foi certeira.